“NENHUM PAÍS PODE HOJE SUBVERTER AS SUAS RELAÇÕES COM A CHINA” - Plataforma Media

“NENHUM PAÍS PODE HOJE SUBVERTER AS SUAS RELAÇÕES COM A CHINA”

 

“Para sociedades com extremas necessidades de desenvolvimento, cooperar com a China é a sua melhor escolha. A opinião pública ocidental não tem bases para exagerar as incertezas entre a China e alguns países”, disse o Global Times, jornal do grupo Diário do Povo, o órgão central do PCC.

Uma das primeiras medidas anunciadas pelo novo governo grego foi a suspensão da privatização do estratégico porto do Pireu, nos arredores de Atenas, onde um grande consórcio estatal chinês explora dois terminais de contentores e era candidato à compra de 67% do capital da Autoridade Portuária local.

“O governo grego não deverá desalojar a China do porto do Pireu e a cooperação entre Atenas e Pequim é inevitável”, afirma o editorial do Global Times, citando analistas ouvidos pelo diário grego Kathimerini.

Segundo o jornal do PCC, “a forma como a imprensa ocidental apregoa a impopularidade dos investimentos externos da China é uma maneira de aliviar o seu próprio sentido de crise”.

A Cosco (China Ocean Shippping Company) já investiu mais de 4.500 milhões de euros no Pireu, no âmbito de um acordo de 35 anos para a exploração dos Cais n.º 1 e n.º 2 daquele porto.

A China detém as maiores reservas cambiais do mundo, estimadas em 3,84 biliões de dólares (3,37 biliões de euros) e está a investir cada vez mais fora das suas fronteiras, nomeadamente na Europa, África e Estados Unidos.

Em 2014, pela primeira vez, o investimento exterior chinês fora do setor financeiro excedeu os 100.000 milhões de dólares (87.000 milhões de euros).

Oficialmente, a China continua a assumir-se como “um país em vias de desenvolvimento”, mas na imprensa e círculos académicos, a aspiração ao estatuto de “grande potência emergente” e a valorização do seu antigo esplendor parece estar a acentuar-se.

Num outro editorial publicado esta semana na imprensa oficial, o China Daily salienta que “a civilização chinesa é a única que conheceu um ininterrupto desenvolvimento, devido à sua singularidade linguística e cultural e sistema de valores, bem como à sua capacidade de incessante auto-renovação”.

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