PETRÓLEO EM BAIXA PREJUDICA ANGOLA - Plataforma Media

PETRÓLEO EM BAIXA PREJUDICA ANGOLA

 

O Ministro angolano dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, reconhe que o atual estado do preço do petróleo bruto no mercado mundial é preocupante, mas acredita que o mesmo poderá melhorar no segundo trimestre de 2015. Estas declarações foram prestadas ao comentar a mensagem de ano novo do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, segundo a qual este ano será difícil no plano económico por causa da queda significativa do preço do crude.

“Nós sabemos que a nossa economia tem como base o petróleo. Deveremos aguardar que o primeiro trimestre traga sinais completamente diferentes e que mantenha uma tendência crescente no preço do petróleo”, salientou o ministro.

Para o governante, neste momento está-se a viver um ambiente de volatilidade dos preços do petróleo e que estão a um nível que não satisfazem as expectativas de desenvolvimento de Angola.

Ao pronunciar-se sobre a recente atualização dos preços dos combustíveis a nível do país, Botelho de Vasconcelos, explicou que “a mesma vem criar um ambiente diferente porque as receitas conseguidas através da redução das subvenções irão contribuir para suportarem alguns projectos e programas do Governo”.

(Desde a 1H30 do dia 26 de Dezembro os preços da gasolina e gasóleo registam um aumento de 20%. O litro de gasolina é vendido ao público ao preço de Akz 90,00, enquanto o de gasóleo a Akz 60,00).

“Os projectos continuam embora haver de facto uma situação económica e financeira restritiva, mas creio que ao longo do segundo trimestre do próximo ano podemos ter resultados melhores, relativamente ao preço do petróleo”, advogou.

Segundo o ministro, em termos de capacidade de produção “a mesma tem vindo a subir, pois serão produzidos cerca um milhão 830 mil barris/dia, é este o objectivo que, em princípio, a nível do sector temos vindo a trabalhar na mobilização das empresas operadoras de petróleo para que possamos manter o nível que foi estabelecido no Orçamento Geral do Estado”.

 

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