PORTUGAL ABRE EM PEQUIM “PORTAS RELEVANTES PARA A CULTURA” - Plataforma Media

PORTUGAL ABRE EM PEQUIM “PORTAS RELEVANTES PARA A CULTURA”

 

A visita que o secretário de Estado português da Cultura, Jorge Barreto Xavier, efetuou esta semana à China “abriu portas relevantes” para “aumentar a cooperação cultural” bilateral, disse o próprio em balanço.

 

“Espero que as relações culturais se desenvolvam também de forma significativa. A China é uma grande potência mundial e um parceiro privilegiado de Portugal”, afirmou Barreto Xavier após quatro dias de contactos em Pequim.

O governante acrtescentou que a sua comitiva foi a primeira delegação oficial portuguesa recebida em algumas das mais reputadas instituições culturais chinesas, nomeadamente o Museu Nacional da China, a Academia de Belas Artes e a União dos Escritores.

“Há boa vontade e um ambiente muito positivo. Abriram-se portas que vão ser muito relevantes. Agora temos é de avançar para as concretizações”, disse.

Entre as possíveis iniciativas conjuntas, o governante português mencionou o intercâmbio de exposições e de artistas, traduções e ciclos de cinemas. Foi a primeira visita de Barreto Xavier à China.

Em declarações aos jornalistas, o secretário de Estado manifestou o empenho do governo português em abrir um Centro Cultural em Pequim em 2016 para “assegurar e desenvolver uma presença cultural permanente” na capital chinesa.

Será “um espaço multiusos”, que permitirá várias atividades, designadamente pequenos espetáculos, conferências, sessões de cinema e até venda de livros e outros conteúdos de cultura portuguesa, adiantou.

A China tornou-se nos últimos anos um dos maiores parceiros económicos de Portugal, investindo mais de 4.000 milhões de euros em grandes empresas da área da energia, seguros e saúde.

Mas no domínio cultural, “a cooperação foi pequena e não tem sido uma prioridade de nenhum dos dois países”, reconheceu o secretário de Estado da Cultura.

Barreto Xavier defende que “a aproximação entre os povos fica mais fácil através da cultura” e “sem um modelo de relação cultural é impossível, a longo e médio prazo, sustentar uma relação económica”.

O secretário de Estado deslocou-se à China acompanhado diretores-gerais das Artes e do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Samuel Rego e José Manuel Cortes, respetivamente, e a vice-presidente do Instituto do Cinema e Audiovisual, Ana Costa Dias.

 

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