SETOR MICE COM PROBLEMAS DE ESPAÇO EM HONG KONG - Plataforma Media

SETOR MICE COM PROBLEMAS DE ESPAÇO EM HONG KONG

 

O Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong está a enfrentar problemas de espaço para a organização de mega-eventos. Macau, que procura um lugar ao sol no setor MICE, não é uma ameaça, realçam os responsáveis pelo centro. As duas regiões “têm diferentes ângulos para atrair diferentes tipos de eventos e segmentos alvo”, justificam.

 

O problema está a afetar Hong Kong em geral e o Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong (HKCEC) em particular. “Com uma reputação global de gestão de infraestruturas e de serviços de eventos de classe mundial, o HKCEC está a enfrentar um problema de limitação de espaço que restringe o crescimento de mega-exposições, especialmente durante os períodos de pico para mostras na área do comércio”, explica a direção do HKCEC ao Plataforma Macau.

Apesar das limitações, “o número de conferências internacionais tem-se mantido estável nos últimos anos”, garantem os responsáveis, apontando que, entre julho de 2012 e junho de 2013, o HKCEC organizou 115 exposições, 30 conferências e recebeu mais de cinco milhões de visitantes. Os números não se afastam dos valores do mesmo período do ano anterior, com o Centro de Convenções e Exposições a registar a organização de 116 exposições, 29 convenções e a entrada de cerca de cinco milhões de pessoas.

Devido à falta de infraestruturas para a organização destes eventos na região vizinha, muitos dos promotores têm optado por Macau. É o caso empresa AVI Exhibition Limited, que trouxe recentemente a Summer Fun Expo ao Venetian.

A direção do Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong não vê, porém, que Macau possa ser uma ameaça ao crescimento do setor na região vizinha: “As duas regiões administrativas especiais têm diferentes ângulos para atrair diferentes tipos de eventos e segmentos alvo”, nota a direção do HKCEC, realçando ainda que o centro está agora a oferecer apoios para atrair novos promotores e exposições, e a procurar a diversificação do tipo de eventos organizados. A Watches & Wonders 2013, um certame asiático que junta os maiores produtores de relojoaria do mundo, ou a Art Basel, que chegou no ano passado pela primeira vez à RAEHK, são alguns dos exemplos.

O Executivo de Hong Kong estabeleceu em 2008 o MEHK, um departamento governamental que apoia iniciativas ligadas a este setor e, mais recentemente, criou o Grupo de Trabalho para a Indústria das Convenções e Exposições e para o Turismo. Segundo o HKCEC, as iniciativas “vêm demonstrar claramente que o Executivo atribui importância à indústria das convenções e exposições”. Ainda de acordo com o Centro de Convenções e Exposições, as autoridades da região vizinha encomendaram também um estudo sobre a procura de infraestruturas para a organização de eventos MICE em Hong Kong nos próximos 15 anos.

 

Catarina Domingues

 

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