ESCOLAS PORTUGUESAS NA LUSOFONIA COM MAIS DE 5000 ALUNOS - Plataforma Media

ESCOLAS PORTUGUESAS NA LUSOFONIA COM MAIS DE 5000 ALUNOS

 

As Escolas Portuguesas nos países de língua portuguesa estão a arrancar o novo ano letivo com mais de 5000 estudantes inscritos, segundo dados compilados pelo Plataforma Macau.

Em Macau, a Escola Portuguesa começou na segunda-feira o ano escolar com 518 alunos inscritos e 58 professores. Os valores das propinas anuais variam entre os 834 e os 1365 dólares norte-americanos entre o primeiro ciclo e o ensino secundário, mas para os alunos que não são portadores de BIR esse valor aumenta para entre os 3039 e os 3820 dólares.

A Escola Portuguesa de Díli tem inscritos para o novo ano letivo, que arranca na segunda-feira, cerca de 900 alunos da educação pré-escolar ao 12.º ano, face aos 870 no ano anterior. Esta instituição de ensino tem propinas mensais de 15 dólares, mas, segundo explicou fonte da escola ao Plataforma Macau, “muitos alunos pagam apenas dez e cinco dólares, sendo que existe ainda um número considerável de alunos apadrinhados pelos professores”.

Já a Escola Portuguesa de Luanda começou as aulas na quinta-feira com cerca de 2000 alunos, um número “bastante mais elevado” do que no ano anterior, disse fonte da instituição de ensino, salientando que o número total ainda não foi apurado.

Em Maputo, a Escola Portuguesa dá as boas-vindas na segunda-feira a 1561 alunos de 13 nacionalidades dos ensinos pré-escolar ao secundário, face aos 1700 que estavam inscritos no início do ano letivo 2013/2014. No entanto, com os casos de raptos registados em Moçambique, o número de alunos da instituição caiu para 1570 no final do ano, explicou uma fonte da escola.

Na Escola Portuguesa de Maputo, as propinas anuais variam entre 2849 e os 3626 dólares.

No Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, em São Tomé e Príncipe, as aulas também arrancam na segunda-feira, com 350 alunos face aos 380 registados no ano letivo de 2013-2014. Aqui as propinas anuais variam entre os 997 e os 1140 dólares.

Não foi possível apurar o número de alunos no novo ano letivo inscritos nas Escolas Portuguesas do Lubango (Angola) e da Guiné-Bissau.

Segundo os dados mais recentes disponíveis, relativos ao ano letivo 2012/2013, a melhor classificação nos exames do ensino secundário foi conseguida pela Escola Portuguesa de Luanda, que obteve uma média de 10,4 valores em 219 provas, seguindo-se Macau, com uma média de 10,2 valores em 140 exames, Moçambique, com 9,3 valores em 281 exames, e o Instituto Diocesano de Formação João Paulo II, de São Tomé e Príncipe, com 8,6 valores em 145 exames. Lubango, com uma média de 8,4 valores em 34 exames, Díli, com 6,6 valores em 144 exames, e Guiné-Bissau, com 4,5 valores em 94 exames, encerram o ‘ranking’. No ano anterior, a escola com melhor classificação foi a de Macau, com média de 10,9 valores em 217 exames.

Todas estas escolas pertencem ao Ensino Particular e Cooperativo.

 

Patrícia Neves

 

Assine nossa Newsletter