GOVERNO DESMENTE EXISTÊNCIA DE “CÉLULA TERRORISTA” NO ARQUIPÉLAGO - Plataforma Media

GOVERNO DESMENTE EXISTÊNCIA DE “CÉLULA TERRORISTA” NO ARQUIPÉLAGO

O governo cabo-verdiano desmentiu esta semana  que o arquipélago acolha elementos ligados às redes terroristas Boko Haram e Aquim.

O desmentido feito pelo ministro da Defesa de Cabo Verde, Jorge Tolentino, após um encontro, na Cidade da Praia, com o seu homólogo espanhol, Pedro Morenés, depois da publicação de uma notícia que citava um documento governamental, que aludia à existência de grupos terroristas africanos no país.

“Há documento que avança dados que são dados de um estudo, que aí não deveriam estar e muito menos ter sido publicados. Quem trabalhe com questões de segurança sabe perfeitamente que vivemos perante ameaças reais e concretas e todos os cenários têm de ser colocados  sobre a mesa. Foi isso que se fez com esse grupo de estudo”, disse o ministro Jorge Tolentino. Segundo o ministro, terá havido ao nível do Ministério da Justiça algum “excesso de zelo” na redação desse documento, publicado no Boletim Oficial.

“Não há nenhuma célula do grupo Boko Haram ou de qualquer outro grupo terrorista aqui em Cabo Verde e o nosso trabalho enquanto segurança nacional é no sentido do controlo das nossas fronteiras, dos nossos acessos por forma a que Cabo Verde jamais possa ser o refúgio ou ponto de apoio a qualquer organização terrorista”, sublinhou o governante.

Noticias divulgadas na semana passada por um jornal local da praça davam conta de que o Governo cabo-verdiano admite a possibilidade da existência no arquipélago de elementos ligados às redes terroristas Boko Haram e Aquim (Al-Qaeda no Magreb Islâmico) no arquipélago, e que o crescimento da comunidade islâmica no país é um «fator de preocupação».O documento em causa refere que “o país poderá estar a ser usado para trânsito, refúgio, recrutamento e treino de grupos terroristas e que o crescimento da comunidade islâmica é um fator de preocupação, na medida em que sempre existe a possibilidade de alguns aderirem e promoverem a ideologia radical”.

 

 

 

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