NAM KWONG ASSUME PATRIMÓNIO DA REOLIAN - Plataforma Media

NAM KWONG ASSUME PATRIMÓNIO DA REOLIAN

 

Governo anuncia contrato de três anos com a sucessora de Reolian, a “Macau Nova Era de Autocarros Públicos, S.A.”. Ajuste direto foi justificado

com falta de tempo.

 

O Governo de Macau anunciou o nome da concessionária que vai assumir o património da falida transportadora Reolian: “Macau Nova Era de Autocarros Públicos, S.A.”

De acordo com o Executivo, o contrato com a Nova Era é de três anos. Só depois deste período será realizado concurso público. O Governo justificou o ajuste direto com a falta de tempo para lançar um concurso.

Com a entrada desta sociedade anónima, a empresa estatal chinesa Nam Kwong reforça a sua posição no setor dos transportes públicos em Macau, dado que já detém a “Sociedade de Transportes Coletivos de Macau”, um dos atuais prestadores de serviço público de transporte coletivo.

Fonte oficial explicou à agência Lusa que a “Macau Nova Era de Autocarros Públicos, S.A.” é uma nova empresa que tem como acionistas a Nam Kwong, a “Sociedade de Transportes Coletivos de Macau” (TCM), e a “Serviços de Reparações Mecânicas de Macau”, outra empresa do grupo.

A Reolian (que era participada da francesa Veolian) entrou, em outubro de 2013, com um pedido de falência devido à sua “irrecuperável” situação financeira, que atribuiu, pelo menos parcialmente, ao Governo de Macau, tendo sido declarada falência no início de dezembro.

Na sequência da falência, “tendo em conta o interesse público e a fim de assegurar a continuação ininterrupta dos serviços de autocarros e garantir o emprego e os direitos e interesses dos trabalhadores”, o Governo assumiu a gestão das rotas de autocarros.

No final de março, o Tribunal Judicial de Base autorizou a prorrogação da locação de bens da Reolian, por três meses, ou seja, até ao final de junho.

De acordo com dados facultados em outubro pelo Governo, a Reolian, com 27 carreiras a seu cargo – mais de dois quintos da rede total -, contava mais de 160 mil passageiros por dia e com mais de 500 funcionários.

Nova operadora vai receber 17 milhões de patacas mensais do Governo

 

O Governo de Macau anunciou hoje que vai subsidiar a nova operadora de transporte coletivo de passageiros em cerca de 2,1 milhões de dólares americanos mensais (17 milhões de patacas) até ao final de 2015.

Para garantir que a política de tarifas baixas implementada não seja posta em causa, o Governo vai subsidiar uma assistência financeira à nova operadora de cerca de 2,1 milhões de dólares – cerca de 60% em financiamento direto da operadora Nova Era e os restantes 40% referentes à cobrança das tarifas.

De acordo com o contrato, “as receitas provenientes da exploração e da alienação dos bens” não podem exceder os 3% e será realizada uma avaliação anual, podendo alterar assim os valores garantidos pelo Governo.

Segundo o diretor da Direção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Wong Wan, a escolha da nova operadora esteve subordinada à qualidade dos serviços prestados, experiência no exercício da atividade e capacidade financeira, técnica e profissional.

Questionado sobre a possibilidade de entrega de exploração repartida às duas operadoras em funções, Transmac e TCM, o Governo considera que a criação de uma nova operadora foi a melhor opção pois permite garantir que os direitos e deveres dos trabalhadores não serão colocados em causa.

Com o novo contrato de concessão, a Macau Nova Era irá pagar um total de 90 milhões de patacas (cerca de nove milhões de euros) pela frota de veículos e equipamentos da falida Reolian, e compromete-se a manter todos os trabalhadores que pertenciam à antiga operadora, caso seja a sua vontade.

O contrato de Concessão de Serviço Público foi assinado hoje entre a Nova Era e a RAEM e é válido até 30 de junho de 2017.

 

 

 

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