Num comunicado, a empresa fundada por Stanley Ho (1921-2020) revelou que perdeu 294,7 milhões de dólares de Hong Kong (32,2 milhões de euros) entre janeiro e junho.
Em comunicado, enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a concessionária disse que este prejuízo representa um aumento de 61.7% em comparação com o mesmo período de 2025 e é também quatro vezes maior do que no primeiro trimestre do ano.
A SJM, que terminou 2025 com um prejuízo de 429 milhões de dólares de Hong Kong (47,2 milhões de euros), continua a ser a única das concessionárias de casinos em Macau ‘no vermelho’.
A SJM sublinhou que janeiro-junho foi o primeiro período em que todos os espaço de Jogo da empresa estiveram “sob um modelo de gestão direta, após o encerramento dos ‘casinos-satélite'”.
Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada das concessionárias, eram geridos por outras empresas, sendo uma herança da administração portuguesa e que já existia antes da liberalização do Jogo em 2002.
Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a atividade destes espaços.
Em junho, o Governo de Macau anunciou que as concessionárias de Jogo tinham comunicado o fim da exploração de todos os 11 ‘casinos-satélite’, incluindo nove sob a tutela da SJM.
No entanto, a SJM apenas encerrou oito ‘casinos-satélite’, uma vez que a empresa adquiriu, por 1,75 mil milhões de dólares de Hong Kong (195,2 milhões de euros), o Casino Royal Arc e obteve autorização do Governo para gerir diretamente o espaço.
“Principalmente devido a esta transição”, as receitas nos casinos da SJM caíram 18.5% para 12,1 mil milhões de dólares de Hong Kong (1,32 mil milhões de euros), admitiu o grupo.
De acordo com dados oficiais, as receitas de todos os casinos de Macau na primeira metade de 2026 atingiram 126,9 mil milhões de patacas (13,9 mil milhões de euros), um aumento de 6,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Como resultado, a quota de mercado da SJM voltou a encolher, de 11.9% em 2025 para 9.8% nos primeiros seis meses deste ano.
Ainda assim, a presidente da SJM, Daisy Ho, defendeu, citada no comunicado, que há razões para otimismo, graças a um maior “controlo sobre a experiência do cliente, a estrutura de custos e a qualidade dos lucros (…), com os benefícios já refletidos” no desempenho operacional, referiu a executiva.
Já após a compra do Royal Arc, a dívida da SJM aumentou 3.1% na primeira metade do ano, para 30,2 mil milhões de dólares de Hong Kong (3,3 mil milhões de euros).