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China reforça incentivos ao turismo estrangeiro. Regiões procuram compensar abrandamento das viagens internas

Várias regiões chinesas estão a oferecer incentivos financeiros às agências de viagens para captar visitantes estrangeiros. As medidas surgem numa altura em que as chegadas internacionais recuperam, enquanto o crescimento do turismo interno perde dinamismo

Lusa - China

Várias regiões chinesas lançaram ou reforçaram incentivos financeiros para as agências de viagens atraírem turistas estrangeiros, numa altura em que as chegadas internacionais ao país recuperam, impulsionadas pelo alargamento das isenções de visto.

O município de Chongqing, no centro da China, oferece até 100 yuan (12,8 euros) por turista e atribuirá 30 yuan (3,8 euros) por pessoa às agências que levem este ano pelo menos mil visitantes que cumpram determinados requisitos de permanência, informou hoje o jornal Yicai.

O incentivo será duplicado quando os turistas forem oriundos de países ou regiões que tenham contribuído com menos de 50 mil visitantes para Chongqing em 2025, embora cada empresa possa receber, no máximo, 150 mil yuan (19.250 euros) ao abrigo desta medida.

A província de Guizhou, no centro do país, aplica desde abril um sistema de incentivos progressivos que concede até 70 yuan (9 euros) por turista estrangeiro que pernoite na região, sem limite para o número total de visitantes, e até 80 yuan (10,2 euros) por integrante de grupos organizados vindos do exterior, consoante a dimensão e o itinerário.

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Na província oriental de Shandong, as autoridades prolongaram de um para três anos o programa de incentivos destinado a visitantes que permaneçam pelo menos duas noites na região, prevendo apoios diários até 12 yuan (1,5 euro) para turistas oriundos de mercados próximos e de 20 yuan (2,5 euros) para os provenientes de destinos mais distantes. Pelo menos outras oito regiões chinesas adotaram medidas semelhantes, segundo o Yicai.

Citado pelo jornal, o presidente da Associação de Guias Turísticos da província de Sichuan, Chen Qiankang, afirmou que “o turismo interno parou de crescer”, tornando o turismo internacional um novo motor de expansão para as regiões chinesas.

As iniciativas coincidem com a recuperação da entrada de visitantes estrangeiros na China após a pandemia, favorecida pelo alargamento das isenções de visto.

A China recebeu 22,91 milhões de visitantes estrangeiros no primeiro semestre deste ano, mais 20% do que no mesmo período do ano passado, tendo 78% entrado no país sem necessidade de visto, segundo a Administração Nacional de Imigração.

Pequim começou, em novembro de 2023, a isentar unilateralmente de visto os cidadãos de seis países europeus, alargando posteriormente para 30 dias o período de permanência autorizado. A medida abrange atualmente cerca de meia centena de países, incluindo Portugal, e foi prorrogada até ao final de 2026.

Em 2025, a China registou cerca de 154,5 milhões de visitantes internacionais, mais 17% do que no ano anterior, cujas despesas ascenderam a 131,1 mil milhões de dólares (113,5 mil milhões de euros), um aumento homólogo de 39%. As autoridades chinesas fixaram como objetivo atingir 190 milhões de visitantes internacionais até 2030.

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