O Grupo de Trabalho para a Coordenação da Promoção do Emprego anunciou o reforço dos programas de estágio e formação destinados aos jovens de Macau, com o objetivo de “facilitar a transição” dos recém-licenciados para o mercado de trabalho e “aumentar as oportunidades de emprego”. Este ano já foram lançados 11 programas de estágio e formação no Interior da China, que disponibilizam 190 vagas e registaram cerca de 900 candidaturas.
Na quinta reunião de trabalho de 2026, realizada na quinta-feira, o grupo analisou as iniciativas dirigidas aos jovens e a evolução do emprego dos recém-graduados, concluindo que é necessário continuar a promover “programas de estágio”, “ações de divulgação de setores emergentes” e “mecanismos de inserção profissional”.
Os programas de estágio no Interior da China abrangem áreas como “produção audiovisual”, “empresas de serviços da Grande Baía”, “comércio entre a China e os Países de Língua Portuguesa e Espanhola”, “finanças transfronteiriças” e “inteligência artificial generativa”, segundo a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL).
A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) lançou também, no início de julho, três programas de estágio e de prática profissional de verão destinados a alunos do ensino secundário e superior. As iniciativas disponibilizam mais de 1.400 vagas e pretendem ajudar os estudantes a “conhecer diferentes percursos profissionais” e a “adquirir experiência” antes da entrada no mercado de trabalho.
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A coordenadora do Grupo de Trabalho e secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, defendeu que os serviços públicos devem continuar a promover estágios no Interior da China e ações de divulgação das diferentes indústrias, de modo a proporcionar aos jovens mais oportunidades para “conhecer” e “participar” em setores emergentes, contribuindo para uma melhor articulação entre a formação de quadros qualificados e as necessidades da economia.
Durante a reunião, o Grupo de Trabalho analisou ainda a situação laboral dos recém-graduados do ensino superior. De acordo com os dados da DSAL referentes a junho, o número de jovens desempregados inscritos para procura de emprego diminuiu em comparação com o mesmo período do ano passado.
Para acompanhar a integração profissional dos recém-licenciados, a DSAL contactou seis instituições de ensino superior de Macau e encontra-se a recolher, ao longo do segundo semestre, informação sobre o percurso dos diplomados, incluindo a entrada no mercado de trabalho ou o prosseguimento de estudos.
Ng Wai Han sublinhou a necessidade de reforçar a cooperação entre os diferentes serviços públicos para acompanhar de forma mais próxima as necessidades dos jovens graduados. A responsável defendeu uma atuação integrada, que combine “conhecimento das indústrias”, “estágios profissionais”, “programas de colocação” e “planeamento antecipado de carreira”, promovendo uma ligação mais estreita entre o ensino superior, as empresas e o mercado de trabalho.
O Governo garante que continuará a ajustar as estratégias de colocação profissional e a reforçar as oportunidades de estágio e formação, com o objetivo de “melhorar a empregabilidade” dos jovens e responder às necessidades da diversificação adequada da economia de Macau.