“No que a mim me diz respeito, acabou”, afirmou Trump quando questionado pelos jornalistas sobre o acordo de cessar-fogo. O líder norte-americano disse não querer continuar a lidar com o regime iraniano, classificando os seus dirigentes como “escumalha” e acusando-os de não cumprirem compromissos assumidos.
Trump garantiu que os Estados Unidos chegaram a um entendimento com Teerão para impedir o desenvolvimento de armas nucleares, mas afirmou que o Irão terá recuado posteriormente. “Nós fazemos um acordo, e ele sai. Todos concordaram: nada de armas nucleares. Fazemos um acordo. Eles saem, falam com a imprensa, dizem que nem sequer falámos sobre isso”, afirmou.
O presidente norte-americano voltou ainda a acusar os líderes iranianos de prejudicarem o próprio povo e afirmou que não pretende “perder tempo” com novas negociações. Apesar disso, admitiu que os negociadores norte-americanos poderiam continuar contactos diplomáticos, embora tenha demonstrado pouca confiança numa solução.
Críticas à NATO e nova pressão sobre a Gronelândia
Durante a reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, Trump voltou a manifestar descontentamento com a Aliança Atlântica, sobretudo devido à posição dos aliados relativamente à Gronelândia e ao conflito com o Irão.
“Estou muito irritado com a NATO”, afirmou, acusando os países membros de não terem apoiado suficientemente os Estados Unidos. Trump defendeu novamente que a Gronelândia é uma zona estratégica essencial para a segurança mundial e voltou a criticar a Dinamarca pela administração do território.
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O presidente norte-americano argumentou que a ilha é fundamental para a proteção dos Estados Unidos e dos aliados, insistindo que Washington precisa de ter um papel mais forte naquela região.
Espanha volta a estar no centro da polémica
Além do Irão e da NATO, Trump dirigiu duras críticas a Espanha, ameaçando cortar todas as relações comerciais com o país. O presidente norte-americano classificou Espanha como um “parceiro terrível” da Aliança Atlântica e acusou o Governo espanhol de não cumprir os compromissos financeiros exigidos pela NATO.
“Eu não quero ter nada a ver com a Espanha. Corta todas as relações com a Espanha, incluindo visitas”, afirmou Trump, dirigindo-se ao secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.
Trump acusou ainda Madrid de ser “abertamente hostil” aos Estados Unidos e afirmou que o país acabaria por procurar retomar relações comerciais com Washington. “Vamos ver se continuam a ser hostis quando ligarem a dizer: ‘por favor, queremos fazer comércio convosco’”, declarou.