“Penso neles a cada segundo”, disse o pai das crianças, residente em Colmar, numa entrevista à imprensa regional francesa, onde revelou manter o telemóvel permanentemente ligado à espera de informações das autoridades.
Com a mãe das crianças e o padrasto em prisão preventiva em Portugal, o caso entrou numa nova fase judicial, estando em curso um processo de extradição para França ao abrigo de um Mandado de Detenção Europeu. O objetivo é que o casal responda em território francês por suspeitas relacionadas com rapto internacional e abandono de menores.
As duas crianças, de três e cinco anos, foram encontradas no passado dia 20 de maio sozinhas e desorientadas junto à Estrada Nacional 253, entre a Comporta e Alcácer do Sal, tendo sido resgatadas por um automobilista que alertou as autoridades.
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Pouco depois, a mãe e o padrasto foram detidos pela GNR em Fátima, após uma denúncia que permitiu localizar o casal. Ambos foram presentes a tribunal e ficaram em prisão preventiva.
Segundo informação avançada pela imprensa francesa, o caso terá origem num conflito familiar e numa disputa judicial em torno da guarda das crianças, com os direitos de visita do pai anteriormente limitados por decisão judicial.
As autoridades portuguesas mantêm os menores sob proteção do Estado, em acolhimento temporário e acompanhamento psicológico, enquanto decorrem os procedimentos consulares para garantir o seu regresso a França e eventual entrega ao pai.