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Macau promove em Lisboa os êxitos de “Um País, Dois Sistemas”

O Governo da Região Administrativa Especial de Macau promoveu em Lisboa um seminário dedicado ao princípio “Um País, Dois Sistemas”, reunindo diplomatas, académicos e antigos responsáveis portugueses e chineses para destacar o desenvolvimento de Macau desde o retorno à China e reforçar a cooperação sino-portuguesa

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O seminário “Macau, Êxitos de ‘Um País, Dois Sistemas’: Transmitir o Legado da Amizade Sino-Portuguesa e Escrever um Novo Capítulo do Princípio ‘Um País, Dois Sistemas’” realizou-se no dia 20 de maio, em Lisboa, numa iniciativa organizada pelo Governo da RAEM, em conjunto com a Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa e o Gabinete de Comunicação Social.

O evento surgiu na sequência da visita do Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, a Portugal no mês passado e teve como objetivo divulgar internacionalmente os resultados da implementação do princípio “Um País, Dois Sistemas” em Macau, aprofundar a amizade tradicional entre a China e Portugal e promover a cooperação em diferentes áreas.

O seminário decorreu nas instalações da Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa, onde continua patente, até 28 de junho, a exposição “Macau, Êxitos de ‘Um País, Dois Sistemas’”, inaugurada em abril na capital portuguesa.

Entre os oradores convidados estiveram o ministro-conselheiro da Embaixada da China em Portugal, Hu Bin, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros português António Martins da Cruz, o antigo chefe do Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês Pedro Catarino e o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa Vitalino Canas.

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No discurso de abertura, a chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau em Lisboa, Lúcia Abrantes dos Santos, afirmou que Macau alcançou “êxitos notáveis” nos domínios político, económico e social desde o retorno à China, defendendo que o princípio “um país, dois sistemas” demonstrou “forte vitalidade” e vantagens institucionais.

Hu Bin considerou que o modelo permitiu criar bases sólidas para o desenvolvimento económico e social de Macau, além de reforçar o papel da cidade enquanto plataforma de cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O diplomata sublinhou ainda que Macau é “a única cidade do mundo” onde o chinês e o português são línguas oficiais, desempenhando uma função relevante no intercâmbio sino-português e na cooperação com os países lusófonos.

Durante a intervenção, António Martins da Cruz recordou a participação nas negociações da Declaração Conjunta Luso-Chinesa, classificando “um país, dois sistemas” como um modelo “inovador e bem-sucedido”, que permitiu a Macau beneficiar do crescimento económico da China e reforçar as relações entre Lisboa e Pequim.

Já Pedro Catarino afirmou que o princípio representa “o melhor testemunho” dos objectivos estratégicos comuns dos dois países, salientando que o retorno de Macau foi concretizado com estabilidade e preservação dos sistemas económico e social existentes.

O antigo diplomata destacou igualmente o papel de Macau na iniciativa chinesa “Uma Faixa, Uma Rota” e no desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.

Por sua vez, Vitalino Canas abordou as especificidades jurídicas da Lei Básica de Macau, defendendo que o documento constitui “um exemplo único de sucesso” no panorama internacional.

O seminário reuniu mais de uma centena de participantes, incluindo representantes do Ministério da Economia de Portugal, membros dos corpos diplomáticos de Espanha e do Brasil, representantes dos sectores do turismo e comércio, académicos e líderes da comunidade chinesa em Portugal.

No final da sessão, os participantes visitaram a exposição fotográfica dedicada à evolução de Macau sob o princípio “um país, dois sistemas”.

A mostra, disponível também online, está dividida em seis capítulos e reúne mais de uma centena de fotografias e textos sobre o desenvolvimento político, económico e social da RAEM desde o retorno à soberania chinesa

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