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Macau quer atrair mais investimento português

O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, afirmou em Lisboa que o Governo está empenhado em aprofundar a abertura ao exterior e reforçar o papel da cidade como plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, apelando ao investimento e cooperação com Portugal

Plataforma - Macau

Sam Hou Fai defendeu, em Lisboa, a necessidade de impulsionar reformas internas e uma abertura económica de “alta qualidade”, sublinhando a ambição de posicionar Macau como uma plataforma internacional de cooperação, especialmente com os países lusófonos. As declarações foram feitas durante uma receção promovida pelo Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), no âmbito da sua visita oficial a Portugal.

No seu discurso, Sam Hou Fai destacou que o Governo pretende criar um ambiente de negócios internacionalizado, baseado no Estado de Direito e em regras estáveis e previsíveis, ao mesmo tempo que reforça o papel de Macau como “ponte” e “interlocutor de precisão” entre a China e o mundo lusófono.

Sam Hou Fai enquadrou esta estratégia nas orientações do Xi Jinping e do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que têm defendido o aprofundamento da cooperação bilateral e a convergência de estratégias de desenvolvimento. Segundo indicou, a visita a Portugal pretende dar seguimento a esses consensos e elevar a cooperação entre Macau e Portugal a um novo patamar, tanto a nível institucional como empresarial.

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O Chefe do Executivo sublinhou ainda que Macau está a alinhar-se com o 15.º Plano Quinquenal da China, apostando em reformas estruturais, diversificação económica e maior integração com a zona de cooperação de Hengqin.

Referiu também que a economia local apresenta sinais de recuperação, com crescimento em setores como turismo, finanças modernas, convenções e comércio, e destacou o avanço de projetos de infraestruturas e de instrumentos como o Fundo de Orientação Governamental.

No plano económico, Sam Hou Fai apelou diretamente às empresas portuguesas para explorarem oportunidades na China, em Macau e em Hengqin, identificando áreas como economia digital, economia do mar, tecnologia financeira, sustentabilidade ambiental e comércio eletrónico transfronteiriço como prioritárias para cooperação futura.

Durante a receção, foram assinados 18 acordos de cooperação abrangendo setores como comércio, tecnologia, turismo, educação, saúde, exposições e cultura, num sinal concreto do reforço das relações bilaterais.

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Também presente no evento, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, destacou a relação histórica entre Portugal e Macau, sublinhando a importância da comunidade portuguesa e o papel da Região como elo entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Manifestou ainda a intenção de Portugal de aprofundar a cooperação com Macau e criar novas oportunidades conjuntas.

A receção contou com cerca de 400 convidados, incluindo representantes governamentais, empresariais e diplomáticos, refletindo a relevância atribuída por ambas as partes ao reforço das relações económicas e institucionais.

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