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Timor-Leste: economia cresce 4,1%, mas número é insuficiente para gerar emprego

O Banco Mundial prevê que o Produto Interno Bruto [PIB] cresça 4,1% em 2026, moderando para 4% a médio prazo, “o suficiente para preservar a estabilidade"

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A economia timorense deverá crescer 4,1% em 2026, mas a perspetiva é insuficiente para gerar emprego, ganhos de produtividade e aumentar as exportações, segundo o relatório económico de Timor-Leste hoje divulgado pelo Banco Mundial.

Depois de em 2025 ter registado um crescimento de 4,5%, o mais elevado desde 2014, as previsões do Banco Mundial indicam que a economia timorense vai manter o crescimento em 2026 impulsionado pelo consumo das famílias e pelas elevadas despesas governamentais.

“As perspetivas económicas de Timor-Leste mantêm-se estáveis a curto prazo, mas cada vez mais frágeis sob as políticas atuais”, lê-se no relatório, denominado “Elevando o nível: Como a adesão à ASEAN Pode Apoiar a Transformação Económica de Timor-Leste”.

O Banco Mundial prevê que o Produto Interno Bruto [PIB] cresça 4,1% em 2026, moderando para 4% a médio prazo, “o suficiente para preservar a estabilidade, mas insuficiente para gerar emprego, aumentar a produtividade ou expandir as exportações”.

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Os gastos com salários e transferência representam 81% do Orçamento do Estado e, segundo o relatório, não vão diminuir antes do período eleitoral previsto para 2027 e 2028 (eleições presidenciais e legislativas, respetivamente).

Os investimentos de capital têm baixas taxas de execução, limitando o seu impacto no crescimento da economia.

Já o investimento privado deverá continuar concentrado na construção civil, no comércio a retalho e na hotelaria devido ao limitado acesso ao financiamento.

Para 2026, o Banco Mundial, prevê um aumento da inflação para 2,3%, devido à subida dos preços globais provocados pelo conflito no Médio Oriente, mas perspetiva que o consumo privado se mantenha resiliente, suportado pelos gastos públicos.

“O investimento privado é provável que permaneça limitado e concentrado na construção civil, comércio a retalho e hotelaria, com pouco movimento para bens comercializáveis ou para melhoramento de setores de produtividade”, salienta.

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