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Macau lidera UCCLA e reforça ponte com cidades lusófonas

Macau acolheu a XLIII Assembleia-Geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), reforçando a cooperação com cidades lusófonas, com o Chefe do Executivo a defender o aprofundamento das relações e a RAEM a assumir a presidência executiva da organização

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O Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Sam Hou Fai, reuniu-se, a 13 de abril, com a delegação da XLIII Assembleia-Geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), sublinhando a importância de aprofundar os contactos e a cooperação bilateral em várias áreas, num momento em que Macau reforça o seu papel como plataforma sino-lusófona.

Durante o encontro, realizado na Sede do Governo, o responsável destacou a relevância de Macau enquanto membro fundador da UCCLA e ponte estratégica entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Sam Hou Fai saudou ainda a realização, pela quarta vez, da assembleia-geral na região , expressando a expectativa de que os participantes possam conhecer de perto o desenvolvimento alcançado pela RAEM nas últimas décadas.

O Chefe do Executivo reiterou que, sob o princípio “um país, dois sistemas”, Macau tem mantido estabilidade social e crescimento económico, reforçando simultaneamente o seu posicionamento como Centro Mundial de Turismo e Lazer e plataforma de cooperação com o mundo lusófono. Garantiu também que o Governo continuará a expandir os mecanismos de intercâmbio e a promover parcerias pragmáticas com cidades e países de lusófonos.

A XLIII Assembleia-Geral da UCCLA decorreu no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, reunindo 35 delegações de autarcas e empresários de países como Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

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No encontro, a RAEM foi eleita presidente da Comissão Executiva da UCCLA para o biénio 2026-2028, consolidando o seu papel no seio da organização. Foram igualmente aprovadas novas adesões, incluindo as cidades de Calumbo e Ícolo e Bengo, em Angola, e Viseu, em Portugal, bem como o plano de atividades para 2026.

Ao longo de três dias, o programa incluiu reuniões institucionais, visitas a infraestruturas estratégicas e um fórum empresarial dedicado ao tema “Infraestruturas e Cidades Inteligentes”, além de deslocações à Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, envolvendo cerca de 100 participantes.

A assembleia foi precedida por uma reunião da Comissão Executiva, onde foram discutidos assuntos internos e o balanço das atividades da organização. Atualmente, a UCCLA integra 106 membros, entre efetivos, associados, apoiantes e observadores, de países da lusofonia e regiões associadas.

Fundada em 1985, a UCCLA tem como objetivo promover a cooperação entre cidades de língua portuguesa, reforçando laços institucionais, económicos e culturais. A realização da assembleia em Macau reafirma o papel da região como elo central na ligação entre a China e o espaço lusófono.

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