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Macau quer atrair mais quadros qualificados dos países lusófonos

O coordenador da Comissão de Desenvolvimento de Quadros Qualificados de Macau disse, no dia 13, que a região quer promover o programa de "captação de talentos" nos Países de Língua Portuguesa, incluindo Portugal e Brasil

Lusa - Macau

Kong Chi Meng prometeu “promover de forma proativa a política de atração de talentos no estrangeiro, incluindo nos Países de Língua Portuguesa”, de acordo com a emissora pública TDM – Teledifusão de Macau.

“Estamos também a trabalhar com o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento para promover de forma simultânea o investimento e a captação de talentos”, acrescentou Kong.

O também diretor dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude revelou que o programa já recebeu mais de duas mil candidaturas, das quais cerca de 900 já foram aprovadas.

A terceira fase do programa, que começou em dezembro e decorre durante um ano, atraiu quase 300 candidaturas, acrescentou Kong.

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O dirigente sublinhou que a terceira fase inclui novos critérios, incluindo uma maior valorização de quadros qualificados com diplomas de universidades de Portugal e do Brasil.

Macau estabeleceu em julho de 2023 um programa de captação de quadros qualificados do setor financeiro e das áreas de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico, entre eles detentores do Prémio Nobel. O programa prevê, entre outras vantagens, benefícios fiscais.

Este programa tornou-se a única alternativa para os cidadãos portugueses obterem o bilhete de identidade de residente na região.

Macau não aceita desde agosto de 2023 novos pedidos de residência de portugueses para o “exercício de funções técnicas especializadas”, permitindo apenas justificações de reunião familiar ou anterior ligação à cidade. As orientações eliminam uma prática firmada após a transição de Macau, em 1999.

Aos portugueses resta a emissão de um ‘blue card’, autorização limitada ao vínculo laboral, sem os benefícios dos residentes, nomeadamente ao nível da saúde ou da educação.

Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau. A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong.

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