Início » Seis luso-venezuelanos ainda detidos: Portugal pede sinais urgentes

Seis luso-venezuelanos ainda detidos: Portugal pede sinais urgentes

Portugal espera sinais concretos da Venezuela para a libertação de seis luso-venezuelanos ainda detidos, reforçando a pressão diplomática junto de Caracas e apelando a avanços rápidos na situação dos presos políticos

Lusa

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP), Emídio Sousa, disse que Portugal espera sinais claros de parte da Venezuela sobre a libertação de presos políticos luso-venezuelanos. Sousa falava após reunir-se, no dia 31 de março, com o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil.

“Uma grande preocupação que tive a oportunidade de expressar no Ministério das Relações Exteriores é a existência de presos políticos. Nós temos vindo a desenvolver um trabalho muito intenso. É um trabalho já com largos meses, até com mais de um ano, para a libertação de presos políticos portugueses”, disse.

Emídio Sousa explicou que “só este ano” Portugal conseguiu, com os esforços políticos e diplomáticos, a libertação de quatro presos políticos lusodescendentes.

“Ainda temos seis (…) Expus a situação desses seis portugueses que ainda estão retidos. São situações diferentes. Alguns com acusações diferentes. Manifestei o nosso acompanhamento e a nossa vontade de acompanhar esta transformação que está acontecendo na Venezuela e que veríamos com muito bons olhos a libertação destes presos políticos”, disse.

Leia também: Empresários apelam para recuperar diálogo entre Portugal e Venezuela

O SECP explicou ainda que durante o encontro com o ministro venezuelano reiterou também a posição de Portugal relativamente à retirada de algumas sanções à presidente interina, Delcy Rodríguez.

“E que também aguardámos das autoridades venezuelanas alguns sinais desta evolução e um dos sinais que nós esperámos vir a ter também é a libertação destes presos políticos, como já foi feito a relação aos quatro anteriores”, disse.

Frisou ainda que manifestou também a disponibilidade de Portugal, enquanto membro de pleno direito na União Europeia e parceiro privilegiado da sociedade venezuelana, “para aprofundar as relações económicas com a Venezuela e participar num processo de desenvolvimento económico que o país irá conseguir, caso as diferentes etapas do processo em curso se concretizem”.

“Esta reunião com o senhor ministro foi, em minha opinião, muito boa e tivemos a oportunidade de vincar as nossas posições, os nossos objetivos e também de nos colocar à disposição para uma evolução futura numa transição, numa transformação que nos parece estar em curso na sociedade venezuelana e ao nível político”, afirmou.

Em Caracas, o secretário reuniu-se depois com os familiares dos seis luso-venezuelanos que estão presos. “Ouvi a descrição que cada uma das pessoas fez das situações das acusações que são feitas. Tomei boa nota, parece-me que há condições para um trabalho no sentido da sua libertação, é isso que estou a fazer, (…) Eu vim para reforçar todo este trabalho político e diplomático que já estava a ser feito”, disse, sublinhando que “é necessária alguma paciência”.

Emídio Sousa explicou esperar ter, nos próximos dias, alguma evolução desta situação, e que vincou com muita determinação esta vontade que haja a libertação dos preços políticos, tendo percebido “muita recetividade” da parte venezuelana.

“Fiquei com muito boa impressão relativamente ao acolhimento que ele demonstrou, pediu-nos de imediatamente que enviássemos uma lista das pessoas. Nós já o fizemos através da nossa Embaixada, a lista das pessoas que temos identificadas nessa situação. Eu disse que iria regressar a Portugal na próxima sexta-feira, dia 3, e que veria com muito agrado sinais claros dessa evolução”, concretizou.

Emídio Sousa explicou ainda que uma reivindicação permanente de Portugal, é que sejam permitidas visitas consulares e dos diplomatas portugueses aos luso-venezuelanos detidos, e que segundo os familiares, há presos luso-venezuelanos com situações difíceis, até de saúde, algumas perturbações, alguma angústia porque sentem que não está a ser feita justiça.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website