Caiado, um político veterano muito ligado ao setor agropecuário, será o candidato do Partido Social Democrático (PSD), uma formação de centro-direita que, ao longo da sua história, tem sido capaz de apoiar tanto progressistas como conservadores.
Médico de formação, Caiado, de 76 anos, apresentou-se como a melhor opção para “pacificar” o país, combater o crescente crime organizado e avançar na inovação com inteligência artificial e no desenvolvimento da indústria de minerais críticos. “A polarização não é um traço da política nacional”, disse, acreditando que a vai poder contrariar.
Para tal, garantiu que, se vencer as eleições, uma das suas primeiras decisões será decretar uma amnistia “ampla, geral e irrestrita” para todos os condenados pela tentativa de golpe de Estado de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), atualmente em prisão domiciliária e condenado a mais de 27 anos de prisão.
Além disso, salientou que um dos seus objetivos é que o Partido dos Trabalhadores (PT) de Lula da Silva “não seja uma opção de governo” no Brasil. “Se não quebrarmos essa polarização, caminhamos para um atraso inimaginável neste país”, reiterou.
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No entanto, as sondagens publicadas até à data não lhe dão qualquer hipótese, limitando o seu apoio a cerca de 5%, face aos favoritos Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que disputariam uma eventual segunda volta.
Recém-filiado no PSD, depois do seu antigo partido, União Brasil, ter inviabilizado as suas hipóteses de ser candidato presidencial, Caiado destacou a sua gestão em Goiás, um estado dinâmico que registou um enorme crescimento graças à indústria agropecuária.
Recordou que a sua administração ronda os 90% de aprovação entre os eleitores de Goiás, onde assegurou ter combatido o crime, criado quadros regulatórios para a inteligência artificial e assinado acordos com o Governo dos Estados Unidos na área das terras raras.
No domínio da segurança, criticou o poder das organizações narcotraficantes, que, segundo ele, têm sob a sua alçada “quase 60 milhões de brasileiros”.