De acordo com o Correio da Manhã, o ex-governante terá agredido a mulher, de 70 anos, na Clínica de São João de Deus, em Alvalade, à frente de vários utentes e funcionários. O episódio terá ocorrido depois de a mulher se ter esquecido de um documento necessário para a realização de um exame na unidade de imagiologia.
Uma testemunha citada pelo jornal relata que Mira Amaral terá esbofeteado a mulher e proferido ameaças, levando os presentes a chamar a polícia. A proximidade da 18.ª esquadra da PSP permitiu uma intervenção rápida, culminando na detenção do antigo ministro em flagrante delito.
Após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, Luís Mira Amaral foi libertado, ficando sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.
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Contactado pelo Correio da Manhã, o ex-ministro confirmou a detenção, mas negou ter agredido a mulher. Admitiu apenas que lhe agarrou um braço, justificando o gesto com nervosismo. “Ela está muito doente e só lhe agarrei o braço. Não percebo como chamaram a polícia”, afirmou, acrescentando que a mulher não apresentou queixa. No entanto, a violência doméstica é um crime público, não dependendo de queixa da vítima.
Segundo o mesmo jornal, esta não será a primeira situação de violência no seio do casal, havendo familiares que teriam conhecimento de episódios anteriores.
Luís Mira Amaral foi ministro do Trabalho e da Segurança Social e, posteriormente, da Indústria e Energia em governos liderados por Aníbal Cavaco Silva. Foi também presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos em 2004 e presidiu ao Banco BIC entre 2007 e 2016.