O Governo de Macau apelou ao setor petrolífero da região que estabilize os preços dos combustíveis, na sequência de aumentos entre os 7.3 e 9.2%, motivados em parte por tensões geopolíticas no Médio Oriente.
Em comunicado emitido na noite de quinta-feira, o Grupo de Trabalho para a Fiscalização dos Combustíveis da cidade informou ter realizado uma reunião com representantes do setor em que explicaram que os preços do petróleo bruto a nível internacional têm “registado grandes flutuações” e que “o preço de venda a retalho dos combustíveis em Macau tem sido ajustado em consequência do aumento dos preços internacionais”.
É indicado que a gasolina premium numa estação de serviço Esso registou um aumento de 7.3%, sendo agora vendida a 19 patacas (2,05 euros) por litro, contra 17,7 patacas (1,91 euros) na atualização anterior, de acordo com o mais recente relatório do Conselho de Consumidores sobre os preços dos combustíveis publicado na quinta-feira.
Numa gasolineira da Shell, o preço subiu 9.2%, para 18,94 patacas (2,04 euros) por litro, face às 17,34 patacas (1,87 euros) anteriores.
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As autoridades da cidade sublinharam na reunião a expectativa de que o setor continue a assumir a sua responsabilidade social, colaborando para estabilizar os preços dos produtos petrolíferos, de forma a aliviar os encargos dos cidadãos, e ofereça diversos tipos de benefícios aos consumidores.
Entretanto, o setor petrolífero afirmou que os ‘stocks’ e o abastecimento de combustíveis em Macau estão estáveis e “garantem um abastecimento suficiente”.
Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente, aumentando a instabilidade relacionada com a oferta e pressionando os preços.