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Lula considera injustificados aumentos dos combustíveis

O Presidente do Brasil afirmou hoje, dia 27, que o aumento dos combustíveis no país é injustificável, já que foram criadas várias medidas para conter a subida dos preços

Lusa

Na inauguração de uma fábrica de automóveis, Lula da Silva sublinhou que os aumentos da gasolina e do etanol nada têm a ver com a guerra no Médio Oriente.

 “Tem malandro no posto aumentando o preço da gasolina e do etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irão, e tem gente aumentando o diesel, mesmo com a gente dando subsídio para não aumentar”, criticou.

Lula da Silva disse ainda que a Polícia Federal brasileira e os órgãos de proteção e defesa do consumidor estão a trabalhar nas ruas e a visar “todas as pessoas que tiram proveito” e prejudicam a população e os camionistas.

O Presidente brasileiro voltou a criticar a guerra no Médio Oriente, afirmando não ser correto que outros países paguem o preço do conflito dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

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“Não é possível. O Irão está a 15 mil quilómetros de distância do Brasil. Por que têm que fazer guerra lá e sobrar para nós? Eu não tenho nada a ver com a guerra no Irão, mas vai sobrar para nós, porque o Brasil importa 30% de óleo diesel”, declarou.

Ainda hoje, o Banco Central do Brasil manteve a projeção do  crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,6% em 2026. No entanto, a instituição monetária afirmou que a atual previsão está sujeita a “maior incerteza” diante dos efeitos da guerra no Médio Oriente.

“Se prolongado, os seus impactos predominantes, no país e no exterior, devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam beneficiar”, lê-se no relatório.

“Embora alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam beneficiar, os efeitos agregados predominantes do conflito, na economia global e na doméstica, devem ser os usuais de um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e diminuindo o crescimento [da economia brasileira]”, destacou o Banco Central brasileiro.

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