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Irão: China ajusta preços dos combustíveis

A China anunciou o ajustamento temporário do preço dos combustíveis para atenuar o impacto da subida do petróleo nos mercados internacionais devido à guerra no Golfo

Lusa - China

A decisão, divulgada pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, constitui uma exceção ao mecanismo de fixação dos preços, ao abrigo do qual os preços dos combustíveis refinados têm sido ajustados nos últimos anos. É também a primeira intervenção deste tipo desde que este mecanismo foi introduzido em 2013.

A intervenção das autoridades deve-se ao aumento do preço do crude, na sequência da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro, e visa conter os efeitos no mercado interno chinês, de acordo com um comunicado da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR) chinesa, principal órgão de planeamento económico do país.

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O mecanismo de ajustamento em vigor ia colocar o aumento em 2.205 yuan por tonelada para a gasolina (perto de 276 euros) e em 2.120 yuan para o gasóleo (cerca de 265 euros).

Contudo, após a aplicação das medidas de controlo, o aumento efetivo foi reduzido para 1.160 yuan por tonelada (perto de 147 euros) e 1.115 yuan (cerca de 141 euros), disse a CNRD.

As autoridades chinesas indicaram que o objetivo é “mitigar o impacto da subida anormal dos preços internacionais do petróleo”, “reduzir o encargo para os consumidores” e “garantir a estabilidade económica e social”. A CNDR advertiu para sanções contra práticas como o incumprimento da política de preços ou a perturbação da ordem do mercado.

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A medida surgiu num momento de elevada volatilidade energética, depois de semanas de tensões em torno do estreito de Ormuz e de ataques a infraestruturas essenciais, levando o preço do barril a subir acima dos 100 dólares em vários momentos recentes.

A China, principal parceiro comercial de Teerão e maior comprador do petróleo iraniano, tem condenado reiteradamente os ataques ao Irão por parte dos Estados Unidos e de Israel, embora também tenha apelado para o “respeito pela soberania” dos países do Golfo, perante uma escalada que começou a refletir-se no mercado interno, com recentes subidas dos preços dos combustíveis.

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