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Ultimato de Trump ao Irão faz cair bolsas e dispara petróleo

Os mercados financeiros reagiram com volatilidade ao agravamento das tensões no Médio Oriente, após um ultimato dos Estados Unidos ao Irão. O receio de uma escalada militar e de perturbações no fornecimento de energia está a pressionar ações, petróleo e expectativas económicas globais

Plataforma com AFP

As bolsas asiáticas registaram quedas acentuadas na segunda-feira, enquanto os preços do petróleo subiram, depois do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dado ao Irão 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, ameaçando com ataques à infraestrutura energética. O conflito no Médio Oriente entra agora na quarta semana, sem sinais de abrandamento.

O ultimato surge num momento de crescente tensão na região, com o Irão a alertar que poderá “encerrar completamente” a via marítima, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás mundiais. Em resposta, autoridades iranianas ameaçaram retaliar contra infraestruturas estratégicas, caso sejam alvo de ataques.

A escalada coincidiu com novos desenvolvimentos militares. Israel anunciou uma nova vaga de ataques, enquanto operações terrestres no Líbano deverão intensificar-se nas próximas semanas. Relatos de explosões em Teerão e novos ataques na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos agravaram o clima de instabilidade.

Nos mercados, o impacto foi imediato. As bolsas de Seul e Tóquio lideraram as perdas, com quedas de 6.5% e 3.5%, respetivamente. Hong Kong recuou mais de 4%, enquanto outras praças asiáticas registaram descidas entre 2% e 3%.

Leia também: Agência Internacional de Energia alerta para maior ameaça energética da História devido à guerra no Irão

Ao mesmo tempo, os preços do petróleo subiram mais de 2%, com o Brent acima dos 113 dólares norte-americanos (98 euros) por barril e o West Texas Intermediate a ultrapassar os 100 dólares norte-americanos, refletindo receios de interrupções no abastecimento energético global.

O diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, alertou que a economia mundial enfrenta “uma ameaça muito séria”, sublinhando que uma crise prolongada poderá afetar todos os países.

Analistas consideram que a evolução da situação dependerá dos próximos passos de Washington e da resposta de Teerão. A possibilidade de uma escalada militar levanta preocupações com o aumento da inflação, num contexto em que os bancos centrais poderão ser forçados a subir taxas de juro.

A incerteza já está a influenciar outros ativos. O ouro registou a sua pior semana desde 1983 e acumula oito sessões consecutivas de queda, pressionado pela perspetiva de custos de financiamento mais elevados.

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