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Combustíveis voltam a disparar: gasóleo sobe 15 cêntimos e gasolina nove

Os preços dos combustíveis vão voltar a registar aumentos expressivos na próxima semana em Portugal, com o gasóleo a subir cerca de 15 cêntimos por litro e a gasolina nove cêntimos, segundo dados avançados pela Anarec. Trata-se de um agravamento superior ao registado esta semana e que reflete a escalada dos preços da matéria-prima nos mercados internacionais.

De acordo com o setor, as subidas ainda poderão sofrer ajustes, uma vez que dependem do fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e da evolução do mercado cambial. Será igualmente necessário aguardar pela publicação de uma nova portaria sobre o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana. Com os valores atuais, o aumento acumulado já ascende a 43,5 cêntimos por litro no gasóleo e a 23,6 cêntimos na gasolina.

Esta semana, o diesel já tinha aumentado 9,8 cêntimos e a gasolina 7,3 cêntimos, apesar da aplicação de um desconto extraordinário de 1,4 cêntimos por litro no gasóleo e de 2,7 cêntimos na gasolina.

O Governo estabeleceu o limiar dos dez cêntimos de subida semanal como referência para ativar apoios, cálculo que tem como base a semana de 2 a 6 de março, anterior ao ataque concertado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão. A escalada do conflito no Médio Oriente, que levou ao encerramento do Estreito de Ormuz, continua a pressionar os mercados energéticos.

Leia mais: Gasóleo e gasolina vão continuar a subir nas próximas semanas

Nos mercados internacionais, os contratos futuros do Brent, referência para a Europa, negociam esta sexta-feira acima dos 109 dólares por barril, acumulando uma subida semanal próxima de 5%. O petróleo ultrapassou a barreira dos 100 dólares pela primeira vez desde 2022 na semana passada e tem permanecido nesse patamar, apesar de breves recuos.

Esta manhã, os preços chegaram a aliviar com a notícia de que países europeus e o Japão se disponibilizaram para colaborar na segurança da navegação em Ormuz. No entanto, o movimento foi rapidamente invertido após novos ataques de retaliação entre o Irão e Israel, contrariando apelos à contenção feitos pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

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