Em declarações ao jornal Ou Mun, a chefe de coordenação dos serviços sociais da associação, Chau Un Ian, explicou que a instituição reforçou a oferta de atividades e serviços ligados à saúde mental para responder às novas necessidades dos alunos. Apesar desse esforço, a responsável alertou para a crescente sobrecarga dos profissionais de aconselhamento, todos com formação superior em psicologia ou serviço social.
Atualmente, cada técnico acompanha, em média, entre 30 e 40 casos, um número que ultrapassa os limites recomendados pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude. De acordo com um estudo publicado em 2018, a pedido do Governo, o rácio aconselhado aponta para um máximo de 30 casos de acompanhamento de curto prazo e 20 de longo prazo por profissional.
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A UGAMM considera que o aumento da procura reflete não só os efeitos prolongados da pandemia na saúde mental dos jovens, mas também uma maior consciencialização sobre a importância do apoio psicológico. Ainda assim, a associação defende que será necessário reforçar recursos humanos para garantir um acompanhamento adequado e evitar o desgaste dos técnicos.
A responsável sublinhou ainda que a pressão sobre os serviços pode comprometer a eficácia do acompanhamento prestado, sobretudo nos casos mais complexos e prolongados, defendendo uma articulação mais estreita entre escolas, serviços sociais e autoridades educativas. Para Chau Un Ian, o reforço de equipas especializadas e a criação de mecanismos de encaminhamento mais céleres são fundamentais para assegurar respostas atempadas e prevenir o agravamento de situações de risco entre os estudantes.