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Governo propõe criação de força-tarefa para o combate à pobreza em Angola

Apesar de investimentos já realizados, os dados do Censo 2024 indicam o agravamento de vários indicadores na esfera rural, segundo uma avaliação apresentada esta quarta-feira pelo Conselho Económico e Social. Para contrariar este cenário, o órgão propôs a criação de uma força-tarefa dedicada a enfrentar desafios estruturais em áreas como educação e saúde, tanto em meio rural como urbano.

O tema foi analisado durante a reunião ordinária do Conselho, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, na qual foram discutidos o impacto do crescimento demográfico, a situação da pobreza no país e linhas estratégicas para a sua redução. No final do encontro, o coordenador-adjunto do Conselho para a área empresarial, Wanderley Ribeiro, explicou que foram apresentados ao Titular do Poder Executivo quatro temas estruturantes, acompanhados de um balanço do trabalho desenvolvido ao longo do atual mandato.

Segundo o responsável, a reunião incluiu uma análise aprofundada do impacto da pobreza, dando continuidade à reflexão iniciada no fórum promovido pelo Conselho no final do ano passado, em Benguela. O órgão manifestou preocupações quanto à eficácia das medidas em curso e sublinhou a necessidade de reforçar e ajustar as políticas públicas para garantir uma redução sustentada da pobreza em Angola.

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Wanderley Ribeiro referiu ainda que os dados do Censo 2024 reforçam a urgência de políticas mais focalizadas para as zonas rurais, onde persistem carências significativas no acesso a serviços básicos. Entre as preocupações destacadas estão a insuficiência de infraestruturas escolares, a escassez de profissionais de saúde e as dificuldades de mobilidade, fatores que continuam a aprofundar as assimetrias entre o meio rural e urbano, apesar do crescimento económico.

De acordo com o coordenador-adjunto, a força-tarefa proposta deverá funcionar como um mecanismo de articulação interinstitucional, envolvendo diferentes setores do Estado e parceiros sociais, com o objetivo de acelerar respostas. A iniciativa pretende também melhorar a monitorização das políticas públicas já em curso, garantindo que os investimentos realizados tenham impacto efetivo na redução da pobreza e na melhoria das condições de vida da população.

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