A decisão surge cerca de dois meses depois de uma final marcada pelo caos. O encontro, que terminou inicialmente com vitória do Senegal por 1-0 após prolongamento, ficou envolto em polémica após a marcação de um penálti a favor de Marrocos nos descontos, quando o marcador registava 0-0. O lance desencadeou confrontos dentro e fora de campo, com jogadores senegaleses a abandonarem o relvado e adeptos a tentarem invadir o recinto.
Apesar da confusão, e de Brahim Díaz ter falhado um penálti à Panenka nos instantes finais, o Senegal acabaria por marcar no prolongamento por intermédio de Pape Gueye. Ainda assim, os incidentes levaram a CAF a abrir um processo disciplinar e a aplicar sanções pesadas às duas federações.
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A Federação Senegalesa foi multada em mais de 500 mil euros, enquanto Marrocos recebeu uma sanção superior a 250 mil euros. O selecionador senegalês, Pape Thiaw, foi suspenso por cinco jogos por alegadamente ter incentivado os jogadores a abandonar o campo.
Numa primeira fase, a CAF tinha confirmado o Senegal como campeão da CAN 2025. No entanto, após recurso apresentado pela federação marroquina, o organismo reavaliou o caso e acabou por alterar a decisão, atribuindo oficialmente o título a Marrocos.