Kong Chi foi condenado por seis crimes de corrupção passiva para ato ilícito, cinco de prevaricação e um de abuso de poder, acumulando à pena inicial de 21 anos. O tribunal considerou que parte dos rendimentos do arguido, avaliados em 14 milhões de patacas (1,5 milhões de euros), provinha de subornos disfarçados como “honorários ou taxas de consultoria”.
No mesmo processo, Choi Sao Ieng, empresária ligada ao câmbio de dinheiro, foi condenada a 16 anos e nove meses, enquanto o advogado Ho Kam Meng recebeu 15 anos de prisão por associação criminosa, corrupção e prevaricação. A advogada Kuan Hoi Lon foi absolvida de todas as acusações.
Leia mais: TUI agrava pena de Kong Chi para 21 anos
O caso remonta a investigações iniciadas em 2017 sobre irregularidades no Ministério Público de Macau, envolvendo altos magistrados e empresários, e destaca a persistência das autoridades na repressão a crimes financeiros e corrupção em cargos públicos.
O TSI manteve a linha dura da Justiça de Macau, aplicando penas em cúmulo jurídico e confiscando bens relacionados com os crimes, reforçando a mensagem de tolerância zero em casos de abuso de poder e subornos no sistema judicial da região administrativa especial.