Um conselheiro política nacional informou na quarta-feira, em Pequim, que Macau criou quatro laboratórios-chave estatais nas áreas da medicina tradicional chinesa, microeletrónica, Internet das Coisas aplicada a cidades inteligentes e ciências lunares e planetárias. A iniciativa visa reforçar a capacidade de investigação, formar jovens cientistas e atrair investigadores internacionais.
O desenvolvimento destes laboratórios, apoiados por universidades e integrados em projetos nacionais de grande escala, tem contribuído para formar uma nova geração de investigadores, segundo a vice-presidente do conselho da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, Chin Ji Min. Serve também para atrair especialistas de referência internacional para a Área da Grande Baía de Cantão-Hong Kong-Macau.
Chen sublinhou que Macau tem reforçado a aposta na investigação científica e na inovação tecnológica no ensino superior desde o regresso da região à soberania chinesa em 1999.
Durante este período, o número de estudantes universitários em Macau passou de cerca de 8.000 para mais de 62.000, enquanto o número de investigadores universitários aumentou de 13 para 1.773.
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Atualmente, mais de 9.000 estudantes de licenciatura e pós-graduação frequentam cursos nas áreas da ciência e da tecnologia.
A responsável acrescentou que Macau está a trabalhar para se afirmar como um centro internacional de talentos, capaz de reunir especialistas de vários países e promover a cooperação em inovação científica entre a China e o resto do mundo.