O Governo de Macau declarou hoje, 12 de março, que as autoridades “vão estar atentas” ao impacto da guerra do Irão no turismo no território, admitindo efeitos nas ligações aéreas para a região vizinha Hong Kong. “Há um efeito em termos dos voos para Hong Kong, não diretamente para Macau”, disse aos jornalistas a diretora dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, lembrando que Macau “não tem voos diretos para o Médio Oriente ou Europa”.
Em termos da entrada de visitantes em Macau “não se nota ainda” qualquer impacto, referiu. “Mas temos de ver em termos do apuramento final, ainda é muito cedo para dizer qual é o impacto, se grande, se pequeno”, considerou Senna Fernandes, notando que as autoridades “vão estar atentas”.
“Alguns voos estão a ser retomados, por isso vamos continuar a monitorizar a situação”, acrescentou. Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19.
Já em janeiro, de acordo com dados oficiais, a região recebeu 3,65 milhões de visitantes, o valor mais elevado de sempre para o primeiro mês, apesar de o Ano Novo Lunar ter calhado este ano em fevereiro.
No que diz respeito à feira de turismo Arabian Travel Market, que se realiza em maio no Dubai e onde Macau costuma marcar presença, Senna Fernandes considerou que tem de se “fazer uma observação” à situação. “Temos que ver se a feira vai avançar ou não”, completou.
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Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia, entre outros.