Os preços dos combustíveis começaram a subir desde a semana passada nos postos de abastecimento em Timor-Leste, com a gasolina a aumentar 0,13 cêntimos de dólar norte americano (0,11 cêntimos de euro) e o gasóleo 0,18 cêntimos.
O aumento é uma das consequências do conflito no Médio Oriente, depois de Israel e os Estados Unidos lançarem no último dia de fevereiro um ataque militar contra o Irão, ao qual Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
“Estamos a vender a 1,23 dólares a gasolina e 1,40 dólares o gasóleo devido ao impacto desta guerra”, afirmou à Lusa, em Díli, o proprietário do posto de abastecimento Borala Fuel, Zenivio Guterres da Costa. Disse ainda que no início do mês vendia gasolina a 1,10 dólares e gasóleo a 1,22 dólares.
Os postos de abastecimento Borala Fuel, Aitula Fuel, Carrier Fuel, Carries Fuel e Empresa Timor Oan (ETO) começaram a aumentar os preços dos combustíveis em Timor-Leste na semana passada.
O empresário apelou também ao Governo, em particular à Autoridade Nacional do Petróleo, para realizar uma reunião urgente com os dois fornecedores de energia – ETO e Pertamina Internasional – para minimizar os riscos que possam afetar a população.
Uma das funcionárias de um posto em Fatuhada, bairro em Díli, também confirmou à Lusa o aumento dos preços de combustível.
“Antes o nosso posto Aitula Fuel vendia gasóleo a 1,20 dólares e gasolina a 1,10 dólares. Mas, devido ao impacto da guerra no Médio Oriente, começámos a vender gasóleo a 1,40 dólares e gasolina a 1,30 dólares”, afirmou.
À Lusa, o representante da Pertamina Internasional Timor, SA (PITSA), Sarpeher Marthen Ratu, assegurou que empresa tem reservas asseguradas e que recebeu um novo carregamento de combustível no início do mês.
“Assim, o nosso estoque mantém-se seguro. O próximo carregamento está planeado para chegar entre 25 e 27 de março, e continua previsto conforme o que já tínhamos preparado”, afirmou o responsável.
O dirigente acrescentou que a Pertamina Internasional Timor, SA (PITSA) continua a coordenar-se com outros países para evitar uma eventual falta de combustível em Timor-Leste.
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“Continuamos também a coordenar com a Pertamina em Singapura, através da PMD que nos fornece, e eles garantem que não existe qualquer problema no abastecimento. Até abril disseram que poderão continuar a fornecer e que a situação será segura”, explicou.
Caso seja necessário, a PITSA pode pedir um fornecimento de emergência a partir de Kupang e Atapupu, no lado indonésio da ilha de Timor. A empresa justificou o aumento dos preços com o mercado mundial.
Além da PITSA, a outra empresa fornecedora de combustíveis, o grupo ETO, também garantiu ter reservas de combustível para quatro meses.