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O que aconteceu nas últimas horas no Médio Oriente?

A guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão intensificou-se nas últimas horas e alastrou a vários países do Médio Oriente, num cenário marcado por ameaças de guerra prolongada, reforço militar e impactos diretos na segurança regional e nos mercados energéticos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a “grande onda” da ofensiva norte-americana ainda está por vir e admitiu o envio de tropas para o terreno “se for necessário”, reconhecendo a possibilidade de novas baixas. Em paralelo, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas anunciou o reforço do dispositivo militar norte-americano na região.

Do lado iraniano, Teerão prometeu uma “guerra longa” e afastou qualquer hipótese de negociações com Washington. A Guarda Revolucionária Islâmica garante ter atingido dezenas de alvos norte-americanos e israelitas, enquanto o Pentágono afirma ter destruído o quartel-general dessa força. Há registo de mortos entre militares iranianos e também entre tropas dos EUA.

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Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o regime iraniano “está a aproximar-se do fim”, numa mensagem que reforça a retórica de confronto direto entre os dois países.

O conflito estendeu-se ao Líbano, com bombardeamentos nos subúrbios de Beirute e dezenas de vítimas, numa escalada que envolve o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, e aumenta o risco de abertura de novas frentes de guerra.

A instabilidade alastrou-se também ao Golfo Pérsico. O Irão afirmou ter atacado um petroleiro no Estreito de Ormuz, enquanto países como Qatar, Bahrein, Omã, Kuwait e Arábia Saudita registaram ataques, interceções de mísseis e drones ou incidentes em infraestruturas energéticas. No Iraque, foram ouvidas explosões perto de posições que acolhem forças norte-americanas.

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A Guarda Revolucionária Islâmica confirmou ainda o encerramento do Estreito de Ormuz e avisou que qualquer navio que tente atravessar a rota será alvo de ataques, uma ameaça com sérias implicações para o comércio global de energia.

O impacto do conflito já se reflete nos mercados internacionais, com instalações petrolíferas e de gás atingidas e os preços do petróleo e do gás natural a dispararem para máximos de vários meses. Ao mesmo tempo, multiplicam-se manifestações e confrontos em diferentes pontos da região, num clima de elevada tensão e imprevisibilidade.

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