Um dos casos mais destacados envolve o navio de cruzeiro MSC Euribia, parado no Porto Rashid, em Dubai, onde cerca de 5 000 passageiros e 1 700 tripulantes permanecem a bordo enquanto as autoridades reavaliam a segurança das operações marítimas na região.
Entre os retidos estão grupos de turistas de vários países, incluindo portugueses que viajavam com destino ao Catar, mas viram a viagem cancelada após o encerramento de rotas marítimas e aéreas.
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A situação agravou-se com relatos de tensão no mar e no ar: noutro navio de cruzeiro, o Mein Schiff 4, passageiros relataram um estrondo forte quando mísseis lançados no contexto do conflito caíram próximos ao porto de Abu Dhabi, num incidente que aumentou o nervosismo a bordo.
As companhias de cruzeiro anunciaram o cancelamento de várias viagens na região e avaliam continuamente a evolução do cenário de segurança antes de autorizar novos embarques ou partidas.
Além dos cruzeiros, o caos nos transportes estende-se ao ar: airspaces no Médio Oriente foram largamente fechados, com milhares de voos cancelados e passageiros em aeroportos como o de Dubai e Doha também impedidos de seguir viagem em várias direções.
Especialistas em viagens alertam que esta é uma das maiores perturbações no sector desde a pandemia de COVID-19, com operadoras a oferecer reembolsos, reprogramações ou crédito futuro para itinerários afetados.
O turismo na região enfrenta um duro golpe, enquanto governos e companhias tentam coordenar repatriamentos e apoio a viajantes retidos, que aguardam por clarificação sobre quando poderão regressar aos seus países ou continuar os seus planos de viagem.