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Macau atinge maior taxa de ocupação hoteleira de janeiro

Os hotéis de Macau registaram em janeiro a taxa de ocupação mais elevada para o mês desde antes da pandemia, impulsionados por uma descida nos preços médios dos quartos e por um fluxo recorde de visitantes

Lusa

Os estabelecimentos hoteleiros de Macau registaram a maior ocupação média para um mês de janeiro desde antes da pandemia de covid-19, foi ontem – 2 de março – anunciado.

De acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), 91.6% de todos os quartos dos hotéis e pensões da região estiveram reservados em janeiro. Apesar disso, estes tiveram menos hóspedes em janeiro, 1,24 milhões, uma queda de 1.7%.

Além de representar um aumento de 0.7 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025, a ocupação média foi a mais elevada para o primeiro mês do ano desde 2019. Os estabelecimentos hoteleiros de Macau já tinham fechado o ano passado com uma ocupação média de 89.4%, o valor mais elevado desde antes do início da pandemia.

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Em 2025, os estabelecimentos que fazem parte da Associação de Hotéis de Macau já tinham cortado em 3.5% os preços médios. Um fator que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte homólogo de 3.8%, para 1359 patacas (143 euros), nos preços médios em janeiro, de acordo com dados da associação, que reúne 48 estabelecimentos locais.

A maior redução registou-se nos hotéis de três estrelas, cujo preço médio caiu 13.8%, para 898 patacas (95 euros), segundo o relatório divulgado pela Direcção dos Serviços de Turismo na semana passada.

A cidade recebeu 3,65 milhões de visitantes em janeiro passado, o valor mais elevado de sempre para o primeiro mês do ano. No entanto, quase 62% dos visitantes (2,25 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia em Macau no ano passado.

“Temos cada vez mais turistas, mas o nível de consumo está a baixar”, alertou, em 13 de maio, o Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai. O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 7.3% em 2025, para duas mil patacas (cerca de 212 euros).

A DSEC já tinha apontado a “alteração do padrão de consumo dos visitantes” como uma das principais razões para a queda de 1.3% da economia de Macau entre janeiro e março.

Foi a primeira vez que o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau encolheu, em termos homólogos, desde o final de 2022, quando a região começou a levantar as restrições devido à pandemia de covid-19. Ainda assim, Macau recuperou para fechar 2025 com a economia a crescer 4.7%, sustentada sobretudo por um aumento de 10% na receita bruta do Jogo, que representou quase metade (47.3%) de todo o PIB da cidade.

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