Segundo o balanço mais recente, foram recuperados 41 corpos em Juiz de Fora e seis em Ubá, na zona de Minas Gerais. Mantêm-se 20 pessoas desaparecidas. As operações de busca e salvamento mobilizam cerca de 120 bombeiros.
Em conferência de imprensa, o coronel Joselito Oliveira de Paula, do 3.º Comando Operacional de Bombeiros, alertou para o risco de retorno de famílias a zonas instáveis. “As pessoas retiradas das áreas de risco não podem regressar a esses locais”, sublinhou, a partir do Parque Jardim Burnier, uma das áreas mais afectadas.
De acordo com a corporação, a previsão aponta para a continuidade de chuva, embora de forma moderada, o que poderá facilitar os trabalhos de resgate e a reposição de serviços essenciais, como o abastecimento de água e de energia.
Dados da Defesa Civil de Minas Gerais indicam que, em Juiz de Fora, há mais de 400 desabrigados e 197 desalojados. Em Ubá, registam-se 38 desabrigados e 321 desalojados. No total, mais de 200 pessoas já foram resgatadas de áreas de risco.
Em visita à região, o ministro Waldez Góes, da Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, anunciou a permanência por tempo indeterminado de equipas federais, incluindo técnicos do Grupo de Apoio a Desastres. Actuam ainda equipas da Força Nacional do SUS e do Sistema Único de Assistência Social.
A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, em Matias Barbosa e Ubá. O reconhecimento, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, permite aos municípios aceder a recursos federais para ações de resposta e recuperação.