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Zelensky pede data para adesão à UE e reforço das sanções à Rússia

Zelensky apela também à manutenção da ajuda da UE à Ucrânia, através de sanções a Moscovo, quando o 20.º pacote de medidas restritivas visando a economia russa de guerra está bloqueado pela Hungria

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apelou esta terça-feira à União Europeia para fixar uma data clara para a adesão do seu país ao bloco e para manter a pressão sobre Moscovo através de sanções, numa intervenção realizada por videoconferência no Parlamento Europeu (PE), que assinalou os quatro anos desde o início da invasão russa.

“É importante termos uma data clara para a nossa adesão à UE”, afirmou Zelensky, sublinhando que, sem garantias, o presidente russo, Vladimir Putin, continuará a tentar dividir a Europa.

O líder ucraniano defendeu ainda a continuidade da ajuda europeia à Ucrânia e criticou o bloqueio da Hungria ao 20.º pacote de sanções à Rússia, destinado a restringir a economia de guerra russa.

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“Não deve haver lugar no mundo livre para o petróleo russo, os bancos russos, os petroleiros ou quaisquer criminosos de guerra russos. Chegou a hora de proibir totalmente a entrada na Europa de todos os participantes na agressão da Rússia”, acrescentou Zelensky.

O presidente ucraniano reforçou que a Ucrânia não provocou a guerra e faz tudo para pôr fim ao conflito, apelando à manutenção da cooperação entre a União Europeia e os Estados Unidos. “Hoje temos de permanecer tão determinados e fortes como no primeiro dia da invasão russa, a ameaça não diminuiu”, frisou.

A sessão no Parlamento Europeu contou com a participação da Comissão Europeia e de 120 membros de parlamentos nacionais, entre outras personalidades europeias.

A ofensiva militar russa, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, provocou a crise de segurança mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, afetando milhões de pessoas e alterando profundamente o mapa geopolítico do continente.

Zelensky sublinhou ainda que a manutenção do apoio europeu é crucial para a resistência ucraniana e para garantir que a Rússia não consiga contornar as sanções ou enfraquecer a unidade do bloco europeu.

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