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China pede aos cidadãos que desconfiem de ofertas de asilo político no estrangeiro

O ministério da Segurança do Estado chinês pediu hoje aos seus cidadãos que desconfiassem de ofertas de asilo político no estrangeiro, após alertar para promessas de naturalização rápida em troca da participação no que descreveu como "atividades anti-China"

Lusa - China

Num artigo publicado na conta oficial na rede social WeChat, o ministério indicou que, nos últimos anos, com o aumento das deslocações ao exterior para visitas familiares, estudos ou turismo, grupos sediados fora do país têm utilizado a promessa de facilitar a aquisição de outra nacionalidade como “isco” para atrair cidadãos chineses.

O comunicado expõe o caso de um homem de apelido Li que, durante uma viagem para visitar familiares, foi contactado pelo “responsável de uma organização anti-chinesa no estrangeiro”, que se apresentou como seu conterrâneo, sem que o texto especifique de que grupo se tratava.

Segundo o ministério, o indivíduo garantiu dispor de “canais especiais” para acelerar a obtenção da nacionalidade de um país não identificado.

De acordo com a versão oficial, a suposta via para alcançar esse objetivo consistia em integrar uma organização sediada no exterior e participar em atos e declarações “que difamavam e atacavam” o Partido Comunista Chinês (PCC) e o Governo da China, o que seria posteriormente utilizado como base para solicitar asilo político.

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Depois de cumprir várias das tarefas que lhe foram atribuídas, sem que a prometida naturalização se concretizasse, Li começou a duvidar da veracidade das promessas.

Segundo o ministério, o responsável da organização utilizou então os documentos assinados e os vídeos gravados para o pressionar e exigir que continuasse a colaborar.

O comunicado indicou que Li decidiu cortar o contacto e, após regressar à China, informou as autoridades de segurança nacional sobre o sucedido e “refletiu profundamente sobre a sua má conduta”. As autoridades referiram que “criticaram e educaram” Li “nos termos da lei”, sem fornecer mais pormenores.

O ministério divulga periodicamente, na sua conta oficial no WeChat, casos de espionagem e tem pedido reiteradamente à população chinesa que desconfie de ofertas de emprego ou pedidos de informação suspeitos, especialmente provenientes de fontes estrangeiras, e que evite partilhar dados confidenciais na Internet.

Em 2023, o ministério apelou à mobilização de toda a sociedade para “prevenir e combater a espionagem”.

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