O Produto Interno Bruto (PIB) da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) cresceu 4.7% em termos reais em 2025, atingindo cerca de 418 mil milhões de patacas (aproximadamente 43,7 mil milhões de euros), segundo dados preliminares divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O valor representa 89.6% do nível económico de 2019, antes da pandemia de Covid-19, e consolida a trajetória de recuperação da economia local.
O crescimento foi impulsionado principalmente pela exportação de serviços, nomeadamente o turismo e o do jogo, beneficiado pelo aumento de visitantes e da realização de grandes eventos no último trimestre de 2025. Neste período, o PIB trimestral cresceu 7.6% em termos homólogos, já representando 94.1% do volume económico do quarto trimestre de 2019.
No entanto, segundo análises económicas, o ritmo de expansão foi limitado pela quebra no investimento e pela procura interna mais fraca, fatores que travaram um crescimento mais acentuado da economia. A formação bruta de capital fixo – um indicador de investimento – registou uma redução ao longo do ano, e o contributo da procura interna, incluindo consumo privado e despesa de investimento, manteve-se moderado, refletindo um dinamismo ainda insuficiente em algumas componentes do mercado interno.
O PIB per capita também aumentou em 2025, situando-se em 607.263 patacas, o que coloca Macau no segundo lugar entre as economias asiáticas com maior PIB per capita, atrás apenas de Singapura. Apesar desta posição de destaque, o valor permanece abaixo do recorde histórico registado em 2014.
Especialistas têm sublinhado a importância de impulsionar a diversificação económica e fortalecer a procura interna e o investimento para sustentar um crescimento mais equilibrado no futuro. A dependência continuada dos setores de serviços, em particular do Jogo e do turismo, embora vital para a recuperação, também expõe a economia a riscos externos e a flutuações na procura global.
O desempenho de 2025 evidencia, assim, uma economia que continua a recuperar gradualmente dos efeitos da pandemia, com progressos significativos nos serviços e no turismo, mas ainda condicionada por fatores internos que limitam um retorno pleno aos níveis de atividade económico-produtiva anteriores a 2019.