Von der Leyen explicou que a cláusula, prevista no artigo 42.º, n.º 7 do Tratado de Lisboa, obriga os Estados-membros a prestarem apoio por todos os meios ao seu alcance caso outro país da UE seja alvo de agressão. Esse apoio pode ser militar, diplomático ou logístico. A presidente salientou que o compromisso só funciona se houver confiança e capacidade coletiva, sugerindo que decisões possam passar a ser tomadas por maioria qualificada, e não unanimidade.
A responsável europeia também defendeu a criação de novas parcerias de segurança com países como Reino Unido, Noruega, Islândia e Canadá, e apelou a uma estratégia que integre defesa em todos os setores — comércio, finanças, infraestruturas e tecnologia.
Von der Leyen sublinhou ainda a necessidade de derrubar a separação entre setores civil e militar, considerando a indústria automóvel, aeroespacial e de maquinaria pesada como parte essencial da cadeia de defesa europeia.
A presidente da Comissão Europeia defendeu que a UE deve acelerar a sua autonomia estratégica, desenvolver capacidades em áreas como o espaço, serviços de informação e armas de longo alcance, e concretizar um esforço de rearmamento até 2030, reduzindo a dependência histórica dos Estados Unidos na defesa do continente.

