O vídeo, publicado no canal do YouTube da CIA, apresenta um oficial chinês imaginário que decide contactar a agência de inteligência americana após concluir que “a única coisa que os líderes protegem são os seus próprios interesses” e que “o seu poder assenta em inúmeras mentiras”.
As imagens também mostram o oficial em família, em casa, depois a passar de carro por um posto de controlo sob uma chuva intensa antes de agarrar num computador portátil e começar a digitar no teclado, ao mesmo tempo que declara: “Escolher este caminho é a minha forma de lutar pela minha família e pelo meu país.”
O texto em chinês que acompanha o excerto incentiva a divulgar informações sobre os líderes e altos graduados chineses, bem como em outros domínios.
“Dispõe de informações sobre dirigentes chineses de alto escalão? É oficial militar ou tem ligações com o exército? Trabalha nos domínios da inteligência, diplomacia, economia, ciências ou tecnologias avançadas, ou está em contacto com pessoas que trabalham nestes setores?”, passa escrito no vídeo.
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“Por favor, contacte-nos. Queremos conhecer a verdade”, acrescenta o texto, indicando ainda que a CIA pode ser contactada “com segurança através do seu serviço secreto (no navegador seguro) Tor”.
A CIA já tinha divulgado no ano passado vários vídeos que visavam “recrutar responsáveis chineses para ajudar os Estados Unidos”, segundo o seu diretor, John Ratcliffe. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China denunciou na altura aquilo que calcificou como “pura provocação política”.
A divulgação deste vídeo ocorre poucos dias após a demissão, no final de janeiro, do general Zhang Youxia, suspeito de “graves violações da disciplina”.