A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, venceu as eleições legislativas realizadas no domingo no Japão, com o PLD a conquistar 316 dos 465 lugares da Câmara Baixa do Parlamento, segundo dados divulgados pela estação pública NHK.
Este resultado garante uma maioria de mais de dois terços que lhe permite governar com ampla margem de manobra, aprovar legislação-chave e ultrapassar eventuais bloqueios da Câmara Alta, graças a uma estratégia de eleições antecipadas, centrada na economia, na defesa e na disciplina fiscal.
De acordo com os resultados provisórios, ainda sujeitos a confirmação oficial pelo Ministério do Interior, a coligação governamental liderada pelo PLD e que integra o Partido da Inovação do Japão (Ishin) alcançou um total de 352 deputados, depois de o Ishin ter garantido 36 assentos.
Este resultado representa uma recuperação clara face às eleições anteriores, em que a coligação tinha perdido a maioria absoluta, e constitui o melhor desempenho do PLD desde 2017, quando o partido era liderado por Shinzo Abe, mentor político de Takaichi, assassinado em 2022.
Na noite eleitoral, Sanae Takaichi prometeu avançar com uma política fiscal “responsável” e “proativa”, afirmando que o objetivo do novo mandato é “construir uma economia forte e resiliente”, capaz de responder aos desafios internos e externos.
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Os eleitores deram um claro apoio às políticas económicas da primeira-ministra, bem como ao “reforço das capacidades de defesa nacional”, disse o secretário-geral do PLD, Shunichi Suzuki, num contexto de crescentes tensões regionais, em particular com a China.
A vitória expressiva abre caminho à implementação de uma agenda conservadora que inclui medidas para estimular o crescimento económico, aumentar o investimento em defesa e reforçar as alianças estratégicas do Japão, sobretudo com os Estados Unidos.
Takaichi, de 64 anos, tornou-se em outubro a primeira mulher a liderar o Governo japonês e decidiu convocar eleições antecipadas apenas três meses depois de assumir funções, apostando no seu elevado nível de popularidade antes de um eventual desgaste político.
Do lado da oposição, a nova Aliança Reformista, que reúne o Partido Democrático Constitucional (CDP, na sigla em inglês) e o Komeito, deverá sofrer perdas significativas, enquanto o partido anti-imigração Sanseito poderá aumentar a sua representação parlamentar. Apesar da vitória, o PLD continua a enfrentar críticas relacionadas com escândalos de financiamento e ligações religiosas, fatores que poderão marcar o debate político nos próximos meses.