Os emblemáticos tijolos de ouro do Grand Emperor Hotel, em Macau, deixaram de fazer parte da imagem do átrio da unidade hoteleira, depois de terem sido retirados e vendidos por aproximadamente 93 milhões de patacas.
Numa comunicação enviada à bolsa na quarta-feira, o grupo Emperor explicou que a decisão está relacionada com o encerramento da operação do casino-satélite no hotel e com a intenção de proceder à renovação e reconversão do átrio. Segundo a empresa, os tijolos de ouro, que integravam o design interior e a decoração do espaço, “já não são relevantes para o tema futuro do hotel”, embora não tenha sido detalhado qual será o novo conceito.
O grupo indicou que está a planear ativamente a introdução de novas ofertas de entretenimento e lazer, com o objetivo de melhorar a experiência global de hospitalidade e alargar a base de receitas. Foi igualmente referido que o elevado valor do ouro implicava custos significativos em termos de segurança e seguros, fatores que também pesaram na decisão de proceder à sua venda.
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Os tijolos de ouro foram adquiridos pela empresa Heraeus Metals Hong Kong Limited. De acordo com a Emperor, os proveitos líquidos da transação irão reforçar a posição financeira do grupo, permitindo-lhe avançar com novos investimentos sempre que surjam oportunidades adequadas.
O casino-satélite do Emperor Hotel, que operava ao abrigo da concessão da SJM, encerrou no final de Outubro do ano passado, o que teve um impacto negativo significativo nas receitas do operador.