De acordo com o relatório, a Rússia poderá ter registado cerca de 1,2 milhões de baixas, incluindo até 325 mil mortos, enquanto a Ucrânia contabilizará perto de 600 mil militares mortos, feridos ou desaparecidos. Nenhum dos dois países divulga números oficiais completos, tratando as perdas humanas como segredo de Estado.
O Kremlin rejeitou o estudo, classificando-o como “não credível” e reiterando que apenas o Ministério da Defesa russo tem autoridade para divulgar dados sobre baixas militares. O CSIS baseou as suas estimativas em entrevistas com responsáveis ocidentais e ucranianos, bem como em dados recolhidos por meios independentes russos e pela BBC.
O relatório sublinha que, em termos históricos, as perdas russas são excecionais, superando largamente as registadas na guerra do Afeganistão e nos conflitos da Chechénia. Embora as baixas russas sejam estimadas como duas a duas vezes e meia superiores às ucranianas, o impacto é particularmente grave para a Ucrânia, devido à sua população muito mais reduzida.
Para compensar as perdas, Moscovo tem recorrido a salários elevados e benefícios alargados para atrair novos recrutas, incluindo cidadãos estrangeiros da Ásia, África e América do Sul. Já a Ucrânia enfrenta dificuldades crescentes na mobilização de tropas, com o presidente Volodymyr Zelensky a resistir à redução da idade mínima de recrutamento.
Apesar do elevado número de baixas, os ganhos territoriais russos têm sido limitados. Desde 2024, o avanço no terreno tem sido lento, com progressos mínimos no leste da Ucrânia. As recentes conversações de paz entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, realizadas em Abu Dhabi, terminaram sem avanços significativos, mantendo-se o impasse diplomático.