Início » Delegação portuguesa elenca desafios após visitar Macau

Delegação portuguesa elenca desafios após visitar Macau

Dificuldades no recrutamento de portugueses, na atribuição da nacionalidade constam do relatório divulgado sobre a visita de uma delegação parlamentar que incluiu também Hong Kong e Timor-Leste

Lusa

A delegação da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, que esteve entre 3 e 7 de dezembro do ano passado em Macau, aponta como dificuldade as alterações – desde 2023 – do regime de atribuição do Bilhete de Identidade de Residente (BIR), criando obstáculos acrescidos ao recrutamento de trabalhadores portugueses.

No relatório assinala-se ainda atrasos significativos nos processos de atribuição da nacionalidade portuguesa em Macau, sendo que a substituição de magistrados, professores e médicos que regressam a Portugal é igualmente identificado como um problema com impacto direto na comunidade, sendo referido que sete médicos deixaram Macau em 2025.

A comissão destaca também a resistência de funcionários públicos e de alguns magistrados locais à utilização da língua portuguesa no exercício das suas funções, bem como a necessidade de responder ao aumento da procura por cursos de português, num contexto em que existe o risco de contratação direta de docentes por parte da China.

Leia também: Macau lança missão para apoiar crianças carenciadas em Moçambique

Sobre Hong Kong, onde a missão esteve entre 7 e 8 de dezembro, salientou-se a importância do Club Lusitano, e em Timor-Leste, onde a delegação esteva de 9 a 12 de dezembro, foi identificado como principal constrangimento as dificuldades de participação dos cidadãos portugueses nos atos eleitorais, devido à falta de fiabilidade dos serviços postais.

Por isso, os emigrantes em Timor-Leste reforçaram o pedido de aplicação do voto eletrónico.

Foram igualmente sinalizados atrasos nos processos de nacionalidade pendentes no IRN e dificuldades no uso do português no Parlamento Nacional timorense, onde muitos deputados e funcionários privilegiam o tétum ou o inglês, apesar do português ser língua oficial.

A construção de uma nova Escola Portuguesa em Timor-Leste é apontada como prioridade urgente, tendo em conta que a atual escola, projetada para 400 alunos, acolhe cerca de 1.400 e tem uma lista de espera de cerca de 400 estudantes.

A missão referiu ainda a necessidade de se reforçar a presença cultural portuguesa em Timor-Leste, apoiar estudantes e jovens trabalhadores timorenses em Portugal, preservar edifícios históricos ligados à presença portuguesa e desenvolver oportunidades económicas, nomeadamente nas áreas das conservas, construção naval e logística regional asiática.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!