A noite foi de sobressalto, no bairro junto ao centro de Leiria, onde vive Francisco Rebelo dos Santos. O director do jornal Região de Leiria descreve momentos da tempestade, “como se fosse um sismo”. O prédio de quatro andares abanou, “tal era a brutalidade da força da tempestade, arrancou varandas”. Nos prédios vizinhos, o cenário é também de destruição, com “árvores centenárias arrancadas pela força do vento, muros destruídos, derrubados pela força do vento, carros que estavam estacionados na via pública ficaram com os vidros partidos”.
O mesmo cenário é descrito por Marina Guerra, a chefe de redacção do jornal, que vive afastada do centro de Leiria. Há “muitos telhados levantados”, com prejuízos elevados, e comunicações intermitentes. A jornalista compara o cenário ao vivido na região em 2018, com a tempestade Leslie.
No entanto, para Francisco Rebelo dos Santos, a situação é ainda pior. “Há um cenário de destruição muito grande. Parece um cenário de guerra, todo o clima próprio de uma tempestade como não há memória. Foi a tempestade mais grave que vivi aqui”, conclui o director do jornal Região de Leiria, que sempre viveu na cidade.
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