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Aeroportos asiáticos em alerta após casos de vírus Nipah na Índia

Vários aeroportos em países asiáticos foram colocados em alerta máximo depois de a Índia ter confirmado dois casos do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, registados ao longo do último mês. As autoridades temem uma possível propagação regional de um vírus altamente letal e sem vacina.

Países como Tailândia, Nepal e Vietname começaram a reforçar o rastreio de passageiros à chegada, incluindo controlos de temperatura e declarações de saúde, devido ao risco de um surto mais alargado. O vírus Nipah pode ser transmitido de animais para humanos e também entre pessoas, apresentando uma taxa de mortalidade elevada.

O Ministério da Saúde indiano confirmou os dois casos desde dezembro, mas garantiu que houve uma “contenção atempada” do surto. Segundo as autoridades, cerca de 200 contactos próximos foram testados, sem que tenham sido detetados novos casos. O governo não divulgou detalhes sobre os doentes infetados.

O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos frugívoros e porcos, podendo infetar humanos por contacto direto ou através de secreções contaminadas. Os sintomas iniciais incluem febre alta, vómitos e problemas respiratórios, podendo evoluir para pneumonia e, nos casos mais graves, provocar inflamação cerebral, convulsões e coma. A taxa de mortalidade varia entre 40% e 75%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Identificado pela primeira vez em 1998, na Malásia, o vírus tem causado surtos recorrentes em vários países asiáticos, incluindo Bangladesh e Índia. Em 2018, um surto no estado indiano de Kerala provocou pelo menos 17 mortes. Os atuais casos são os primeiros registados em Bengala Ocidental desde 2007.

Apesar de a Índia garantir que a situação está sob controlo, vários países reforçaram medidas preventivas nas fronteiras. A China intensificou os controlos sanitários nas zonas fronteiriças, Myanmar desaconselhou viagens não essenciais à região afetada e a Indonésia juntou-se aos países que aumentaram a vigilância. As autoridades indianas rejeitam, no entanto, relatos de um aumento generalizado de casos, classificando-os como “especulativos e incorretos”.

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