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Trump garante ter “enorme frota” a caminho do Irão

As mais recentes declarações do Presidente dos EUA surgem depois de Trump ter afirmado que não considerava necessárias "mais ações" contra o Irão

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na quinta-feira que está a acompanhar de perto as autoridades iranianas devido à repressão dos protestos, anunciando ainda que tem uma “enorme frota” a caminho do Irão “por precaução”.

“Temos muitos navios a ir nessa direção, por precaução. E veremos o que acontece. Temos uma grande força (…) Temos a Marinha. Temos uma enorme frota a ir nessa direção. E talvez não precisemos de a utilizar”, frisou aos jornalistas a bordo do Air Force One, após regressar aos Estados Unidos do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.

As mais recentes declarações do republicano surgiram depois de o próprio Trump ter afirmado que não considerava necessárias “mais ações” contra o Irão.

O chefe de Estado norte-americano defendeu ainda que as suas ameaças a Teerão levaram ao cancelamento da execução de mais de 800 manifestantes, uma alegação negada pelo país da Ásia Ocidental.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou repetidamente as autoridades iranianas com uma possível intervenção militar na República Islâmica para deter a violenta repressão da onda de protestos, que encorajou a população a prosseguir, tendo afirmado: “A ajuda vai a caminho”.

Mas depois disso, mudou de ideias e declarou que, afinal, os Estados Unidos não vão intervir para travar a repressão do regime teocrático dos ‘ayatollahs’ sobre a população revoltada e virou a sua atenção para a anexação da Gronelândia.

Os protestos no Irão intensificaram-se a partir do final de dezembro, impulsionados pelo agravamento da crise económica, pela elevada inflação e pelo descontentamento generalizado com o regime iraniano e a falta de liberdades civis.

As manifestações espalharam-se por várias cidades e têm sido duramente reprimidas pelas forças de segurança, com recurso a força letal.

Organizações não-governamentais de direitos humanos denunciaram milhares de mortos, milhares de feridos e detenções em massa, embora os números exatos sejam difíceis de confirmar devido a cortes no acesso à Internet e à censura estatal, o que tem gerado ampla condenação internacional.

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