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Tentei me suicidar após sessões de espancamento no Cecot, diz venezuelano deportado por Trump

Antes de ser enviado ao presídio de El Salvador, Luis Chacón atravessou Darién de muletas para chegar aos EUA

Nos últimos anos, o venezuelano Luis Chacón, 27, teve de mudar para o Chile para fugir da crise econômica que abate sua nação, sofreu um acidente de moto longe de seu país enquanto trabalhava com entregas e, ferido, atravessou com uma muleta a selva de Darién, no Panamá, para chegar aos Estados Unidos. Nenhuma dessas histórias, porém, é o seu pior pesadelo.

Em abril do ano passado, Chacón foi enviado ao Cecot (Centro de Confinamento do Terrorismo) pelo governo de Donald Trump sob a justificativa de que ele pertenceria à gangue Tren de Aragua —acusação que recai sobre os outros 251 venezuelanos transferidos para o presídio de El Salvador.

Segundo reportagens da imprensa americana com base em registros públicos, Chacón foi preso em 2024 por violência doméstica e, naquele mesmo ano, acusado de furto. O primeiro caso foi arquivado, e o segundo não foi concluído antes da sua deportação. O venezuelano nega a acusação de pertencer ao Tren de Aragua.

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