Uma sondagem diária da Pitagórica, divulgada na última semana, coloca António José Seguro (PS) na liderança com 20,8% das intenções de voto. João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) surge logo atrás, com 20,1%, enquanto André Ventura (Chega) regista 19,8%. Todos os três valores estão dentro da margem de erro, o que configura um empate técnico e uma corrida aberta entre os candidatos melhor posicionados.
A análise agregada de várias sondagens publicadas nas últimas semanas mostra uma tendência de subida de Seguro, que em algumas medições se aproxima ou mesmo ultrapassa Ventura. No entanto, os resultados variam significativamente consoante a entidade que realiza o inquérito. A Renascença, por exemplo, compilou diferentes barómetros que continuam a colocar Ventura como referência, com Seguro e Cotrim a seguirem de perto, também em situação de empate técnico.
Os barómetros agregados indicam que Seguro e Ventura mantêm os maiores percentuais médios, com intervalos de confiança sobrepostos, o que significa que qualquer um pode surgir na frente, dependendo do universo inquirido e do destino dos votos dos indecisos. Cotrim, por seu lado, tem vindo a crescer nas intenções de voto, beneficiando de apoios entre eleitores mais jovens e em áreas urbanas, mantendo-se competitivo na disputa pelo segundo lugar.
Este equilíbrio nas sondagens reflete um ambiente político fragmentado, em que nenhum candidato consegue assegurar uma vantagem confortável. A dispersão do voto entre vários candidatos e o elevado número de indecisos tornam difícil prever um vencedor à primeira volta. A maioria das sondagens aponta para a necessidade de uma segunda volta entre os dois candidatos com maior percentagem de votos, independentemente de quem sejam, com Seguro e Ventura frequentemente identificados como os favoritos.
A eleição de hoje, marcada por um número recorde de candidaturas e por percentuais muito próximos entre os principais candidatos, é interpretada pelos analistas como um reflexo da volatilidade do eleitorado português. A vitória na primeira volta exige mais de 50% dos votos, um patamar que nenhuma sondagem recente antevê de forma consistente, reforçando a expectativa de que os portugueses terão de regressar às urnas no início de fevereiro para eleger o próximo Presidente da República.